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"Bullying"

Rapaz de dez anos diz estar a ser vítima de violência em escola de Mirandela

03.03.2010 - 13:09 Por Lusa

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A Comissão de Proteção de Crianças de Jovens de Mirandela diz não ter referenciado nenhum caso de bullying A Comissão de Proteção de Crianças de Jovens de Mirandela diz não ter referenciado nenhum caso de bullying (Paulo Pimenta)
Um rapaz de 10 anos, aluno do Agrupamento Luciano Cordeiro de Mirandela, está a ser vítima de "bullying" naquele estabelecimento de ensino, denunciou a mãe da criança, que considera ser esta a razão pela qual se recusa a ir à escola e está a ser medicada e acompanhada por um psicólogo.

Hoje mesmo, Graça Caldeiras não foi trabalhar para acompanhar o filho em mais uma consulta no psicólogo que, segundo disse, conseguiu arranjar no centro de saúde, já que “a psicóloga da escola não tinha tempo para o atender”.

O filho de Graça Caldeiras frequenta a mesma escola da criança que está desaparecida no rio Tua e cujo caso foi associado a uma situação de agressões não confirmadas. As autoridades, no entanto, apontam para acidente, nomeadamente pelo facto de a criança se ter despido antes de entrar na água.

Graça garante, todavia, que há na escola “alguns casos de agressões dos mais velhos (alunos dos CEF, cursos de formação e educação) aos miúdos” e que o filho é uma das vítimas, situação que se arrasta desde janeiro, no início do segundo período escolar.

“Chega ao portão da escola e parece que muda, é outra pessoa”, contou a progenitora à Lusa sobre o “medo” que diz que o filho tem e que tem provocado que falte às aulas, como aconteceu nos últimos dois dias.

A mãe sustenta que “com medo de que lhe voltassem a bater”, o filho não lhe quis contar o que se passava, mas que desconfiou numa ocasião em que lhe deu, como habitualmente dinheiro para comer e a criança depois já não o tinha. Segundo disse, “bateram-lhe para lhe tirar o dinheiro e ameaçaram-no”, tendo, por isso, chegado a receber tratamento hospitalar. Graça disse também que a polícia tomou conta da ocorrência no hospital como “agressão”.

Contactada pela Lusa, fonte da PSP nada adiantou em relação a este caso concreto, avançando apenas que “as agressões entre miúdos nas escolas são frequentes e a polícia tem registado várias”.

A presidente da Comissão de Proteção de Crianças de Jovens (CPCJ) de Mirandela, Manuela Teixeira, disse à Lusa que este organismo “não tem referenciado nenhum caso de bullying”. A comissão está a acompanhar 150 crianças, 130 dos quais são da referida escola, mas, segundo os responsáveis, “não há nenhum caso de bullying assinalado”.

A mãe que se queixa das agressões ao filho de 10 anos afirma que já falou com elementos do conselho executivo, “mas estes não fazem nada”. A Lusa tentou contactar o conselho executivo do Agrupamento Luciano Cordeiro de Mirandela que se encontra incontactável desde o acidente com uma outra criança no rio Tua.

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responsabilidade

a escola de Mirandela pode pode querer dizer que não sabia de nada isso e sempre a mesma ...

Anónimo

05.03.2010 21:50

X

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