Responsáveis falam em aumento da insegurança

Quinta da Fonte: Igreja Católica denuncia ausência de policiamento

22.11.2008 - 18:03 Por Lusa

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Os responsáveis dizem que é urgente olhar para os bairros sociais Os responsáveis dizem que é urgente olhar para os bairros sociais (Nuno Ferreira Santos (arquivo))
Responsáveis da Igreja Católica denunciaram hoje em Fátima a ausência de policiamento no bairro da Quinta da Fonte, em Loures, onde em Julho último ocorreram confrontos com armas de fogo entre as comunidades cigana e africana.

"Após os incidentes houve uma presença policial massiva, houve sossego, calma e as pessoas sentiam-se seguras. Agora, há uma insegurança muito forte", afirmou a presidente do Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos, Fernanda Reis. Ao discursar no 35º Encontro Nacional da Pastoral dos Ciganos, a responsável destacou um conjunto recente de ocorrências, sobretudo relacionadas com assaltos e vandalismo, situação que atribuiu à ausência de policiamento.

"Se houvesse ali polícia, podia evitar-se", declarou Fernanda Reis, que analisou, juntamente com Manuela Mendonça, vice-presidente do mesmo secretariado, os acontecimentos da Quinta da Fonte. "Não foi uma questão de racismo", considerou a dirigente, frisando ter-se tratado de um "incidente" com origem em "problemas gravíssimos" relacionados com "insegurança" e decorrentes do "consumo de álcool e droga".

"A população também estava muito insatisfeita, porque se sentia muito abandonada", acrescentou a responsável, cujo secretariado que dirige possui na Quinta da Fonte um centro de actividades de tempos livres. Classificando o tiroteio em Julho como "intimidatório", a responsável admitiu contudo só ter sido possível porque "nestes meios toda a gente está armada".

Por seu turno, Manuela Mendonça disse ser "importante relativizar" o incidente. "Só se soube disto porque alguém filmou. Isto é frequente", comentou Manuela Mendonça, lembrando: "Acontece todos os dias e já não dá na televisão". Fernanda Reis apontou ainda a existência de problemas "inter-bairros". "São grupos de jovens de três bairros, que se constituem como gangues e criaram ódio em relação uns aos outros", alertou a presidente do Secretariado Diocesano de Lisboa da Pastoral dos Ciganos.

Também o director da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, frei Francisco Sales Diniz, reclamou mais policiamento para a Quinta da Fonte. "Existem novas tensões e temo que haja, uma vez mais, um exponencial de violência", confessou à agência Lusa o responsável, que apelou: "É urgente olhar para os bairros sociais, pois alguns são um barril de pólvora".

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VIVA O PORTUCALÊS

Aceitem se quiserem, mas a segurança faz mais falta fora, do que dentro do bairro, é nas imediações ...

Anónimo

22.11.2008 22:56

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