A associação ambientalista Quercus considera que a hipótese da construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete, na margem sul, é "uma solução praticamente inviável" devido ao ordenamento do território e à proximidade das reservas naturais do Sado e do Tejo.
Francisco Ferreira, membro da Quercus, disse que, "apesar de não estar excluída a hipótese de construção do aeroporto em Alcochete, essa solução é praticamente inviável".
A Quercus lembra os problemas ambientais da margem sul, como o ordenamento do território, a proximidade das reservas naturais do Sado e do Tejo e a preservação do aquífero.
Para a associação, "a reavaliação deverá estar dependente de opiniões fundamentadas das entidades oficiais e da inviabilização de todas as outras alternativas", como uma "avaliação muito negativa da Ota em termos ambientais concluída pelo novo estudo de impacte e impossibilidade de continuação da Portela, mesmo com outro aeroporto de apoio".
Em entrevista ao "Semanário Económico", Augusto Mateus, que está a coordenar um estudo sobre o ordenamento das actividades na envolvente do novo aeroporto de Lisboa, considerou "redutora" a decisão do Governo de só estudar a localização da futura infra-estrutura na Ota e em Rio Frio.
Augusto Mateus afirma que Alcochete seria uma solução mais flexível para a construção do futuro aeroporto, podendo entrar em funcionamento mais rapidamente.


