Quatro detidos por ajuda à imigração e trabalho ilegais no Alentejo e Algarve

27.08.2009 - 11:44 Por PÚBLICO
Quatro pessoas suspeitas de ajuda à imigração ilegal e emprego clandestino foram detidas pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) durante uma operação desencadeada nas regiões do Alentejo e do Algarve, foi hoje anunciado.
A operação teve início na madrugada de terça-feira com o cumprimento de mandados de detenção e de buscas domiciliárias, no seguimento de investigações à prática dos crimes de “associação de auxílio à imigração ilegal, auxílio à imigração ilegal, angariação de mão-de-obra ilegal, falsificação ou contrafacção de documentos e extorsão, entre outros”, nas regiões do Alentejo e Algarve, avança o SEF em comunicado.
Durante a acção do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, quatro pessoas foram detidas por suspeita de integrarem um “grupo criminoso organizado que operava na zona de Odemira e Silves”. Este grupo é suspeito de ajudar à entrada ilegal de cidadãos estrangeiros em Portugal, “com o objectivo de os introduzir fraudulentamente no mercado de trabalho (agrícola) da região e ainda de os extorquir a pretexto de pretensas dívidas ou alegadas ‘comissões’”.
Ainda de acordo com o SEF, os indivíduos anunciavam ofertas de emprego em Portugal, que eram vedadas a portugueses e preenchidas pelos imigrantes ilegais que angariavam nos países de origem. Chegados a Portugal, os imigrantes eram ajudados a permanecerem ilegalmente no país, sendo-lhes depois facultados documentos necessários à “obtenção ou prorrogação de vistos e autorizações de residência” em troca de dinheiro, acrescenta o SEF.
Além das detenções, foram ainda apreendidos contratos de trabalho para fraude na obtenção de vistos dos imigrantes ilegais, bem como documentos de viagem e notas de dívida retidos com o objectivo de extorquir dinheiro aos cidadãos estrangeiros.
Os detidos foram hoje presentes ao Tribunal de Odemira, desconhecendo-se ainda as medidas de coacção a que ficarão sujeitos.
O SEF sublinha que a investigação vai prosseguir, apesar de ter sido desmantelada a rede organizada que operava na zona de Odemira e Silves.

