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PSP vai disponibilizar linha telefónica para taxistas em perigo

23.08.2005 - 09:26 Por Lusa

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Os taxistas voltam a recordar a necessidade de reforçar a segurança Os taxistas voltam a recordar a necessidade de reforçar a segurança (Manuel de Almeida/Lusa)
O secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, anunciou a criação de uma linha telefónica de alarme na Polícia de Segurança Pública para onde os taxistas poderão ligar quando se sentirem ameaçados.

José Magalhães reuniu-se ontem, separadamente, com dirigentes da Associação Nacional dos Transportes em Automóveis Ligeiros (Antral) e da Federação Portuguesa do Táxi (FPT).

No final das reuniões, que decorreram na Direcção Nacional da PSP, em Lisboa, o governante disse aos jornalistas que as comunicações de emergência dos taxistas com a PSP "vão melhorar radicalmente".

"Será criado na PSP um centro de contacto de urgência", anunciou José Magalhães, adiantando que "a linha telefónica de alarme e detecção" terá as suas "especificidades", uma vez que "nem todas as zonas e nem todas as horas são críticas" quanto a segurança.

"Haverá todo um sistema e toda uma organização de segurança por detrás do centro de contacto de urgência, para que possam ser dadas respostas na hora" aos pedidos de apoio que sejam feitos por taxistas em dificuldades.

Questionado sobre quando começará a funcionar o centro de contacto de urgência, o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna garantiu que será "muito rapidamente".

Magalhães explicou que o centro de contacto de urgência para os taxistas funcionará no âmbito da PSP, mas que esta força de segurança alertará qualquer outra corporação policial, nomeadamente a GNR, quando os incidentes com taxistas ocorrerem em zonas que sejam da respectiva jurisdição.

Quanto à Lei 6/98, relativa aos sistemas de segurança a instalar nos táxis e que as associações do sector se queixam de não estar regulamentada, o secretário de Estado disse que o diploma "é para aplicar" e "está em alguns aspectos regulamentado".

O governante prometeu introduzir algumas alterações à Lei 6/98, considerando que "os sistemas digitais de segurança não existiam em 1998, agora existem e os taxistas têm acesso a eles".

Quanto ao financiamento da aquisição dos equipamentos de segurança para os táxis - como o GPS (sistema que permite identificar a localização das viaturas), os sistemas digitais e o separador -, o governante não se comprometeu, mas também não rejeitou essa possibilidade.

O presidente da Antral, Florêncio de Almeida, defendeu que o Governo tem "a obrigação" de subsidiar os equipamentos de segurança até 50 por cento, nomeadamente o GPS, nos termos da Lei 6/98, mas que isso não acontece porque o diploma "não está regulamentado". Florêncio de Almeida propôs também que seja instalado nos táxis um sistema de vídeo-vigilância.

Já presidente da FPT, Carlos Ramos, considerou "positivas" a reunião com o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna e as medidas por este propostas, mas frisou: "Há vários anos que os taxistas vêm exigindo mais segurança e esperam que não se adie mais a aplicação de medidas adequadas".

O director nacional da PSP, Orlando Romano, também participou nas reuniões entre José Magalhães e as delegações da Antral e da FPT.

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