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Medidas de segurança abrangem 17 hotéis de Lisboa

PSP só terá dois blindados, que chegam a 24h da reunião da NATO

16.11.2010 - 07:43 Por José Bento Amaro

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Lisboa será fortemente vigiada durante os dias da cimeira Lisboa será fortemente vigiada durante os dias da cimeira (Foto: Nuno Ferreira Santos/arquivo)
O Tejo e a Base Aérea do Montijo fazem parte do plano alternativo, caso os participantes não consigam chegar ao aeroporto de Figo Maduro´.

Só dois dos cinco blindados prometidos à PSP para utilizar nas operações de segurança da cimeira da NATO, que decorre em Lisboa durante sexta-feira e sábado, devem chegar a tempo do evento, prevendo-se que sejam entregues dentro dois dias. Os restantes veículos, supostamente integrados num lote de aquisições no valor de 1,2 milhões de euros, não têm ainda data prevista de entrega. O plano de segurança delineado pela polícia, tendo em conta que o risco de confrontos com manifestantes anticimeira é considerado muito elevado, prevê a retirada de alguns elementos das delegações estrangeiras pelo rio Tejo, em direcção à Base Aérea nº 6, no Montijo, cuja pista reúne condições idênticas às da área militar do aeroporto da Portela.

Para assegurar a segurança dos cerca de 3000 intervenientes na cimeira, em representação de mais de 60 países, a PSP vai contar com o contributo de polícias de todo o país e também de efectivos da GNR e de militares da Força Aérea, Exército e Marinha. É a esta última que está entregue a segurança através do Tejo. Não só vai criar um perímetro de segurança que visa impedir qualquer aproximação por via marítima, como tem ainda a função de transportar os congressistas em caso de urgência.

O controlo do espaço aéreo pertence, naturalmente, à Força Aérea, que terá a postos todos os meios para interceptar aparelhos que violem o espaço a interditar e que, nos aeroportos do Figo Maduro (parte militar da Portela) e da BA6, onde se encontram estacionados helicópteros, aviões de transporte de pessoal e aviões de intercepção, vai reunir grande parte dos seus meios operacionais. Também o Exército estará a postos para poder vir a tentar abater qualquer intruso que viole a área em questão.

Em terra, a partir de uma sala de operações onde estarão polícias (onde se incluem também os serviços de informações nacionais e estrangeiros), militares, INEM e serviços de protecção civil, a PSP será soberana. Há pelo menos 20 itinerários, avenidas, alamedas, ruas e rotundas (ver infografia) que deverão estar fora do horizonte de transeuntes e automobilistas. Depois, existe ainda o espaço de, pelo menos, 17 hotéis (todos em Lisboa), sujeito a outros planos de segurança especiais.

Na zona do Parque das Nações haverá três perímetros de segurança em redor da zona onde realiza a cimeira. O primeiro foi interditado às 0h00 de hoje, abrange uma área de 2800 metros e a ele só poderão aceder aqueles que, no âmbito da operação, sejam requisitados. O segundo perímetro, numa extensão de 3380 metros, determina a área onde haverá condicionamentos no acesso de pessoas e veículos, havendo controlo a quem queira entrar. Por fim, o terceiro perímetro, que tem uma extensão de 5560 metros, será activado a partir das 0h00 de sexta-feira.

Será na área destes três perímetros que deverão actuar os blindados (os dois da PSP que chegam na véspera e, eventualmente, os que a GNR já disponibilizou). As cinco subunidades da Unidade Especial de Polícia (UEP) deverão ficar, maioritariamente, nessa área, podendo ser reforçadas por elementos do regimento de cavalaria da GNR. Nas restantes zonas de Lisboa onde se irão realizar manifestações (Lago de Camões, no dia 18, em frente à Assembleia da República, na Praça da Figueira, no Campo Grande e do Marquês de Pombal ao Rossio, todas no dia 20) estarão não só elementos da UEP, mas também equipas de intervenção rápida da PSP.

A vigilância da cidade será ainda complementada com acesso a equipamento vídeo, nomeadamente dez câmaras fixas, três móveis e uma utilizada a partir de um helicóptero.

A PSP conta ainda com o facto de ter sido decretada tolerância de ponto para dia 19 para, desse modo, poder optimizar as medidas de segurança. Ontem, a Câmara de Lisboa anunciou que não irá dar essa benesse aos seus funcionários, mas como a maior parte dos professores devem faltar também os estabelecimentos de ensino deverão encerrar.

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Pois claro...

Se há coisa essencial, são "medidas de segurança", não vá os ...

Anónimo

16.11.2010 16:24

X

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