O director nacional da Polícia Judiciária (PJ), Santos Cabral, sublinhou hoje que o denominador comum entre a operação que esta manhã resultou na detenção do principal suspeito da morte do agente Irineu Dinis, na Cova da Moura, e a detenção do suspeito da morte de dois agentes na Falagueira, no fim-de-semana passado, foi a apreensão de inúmeras armas proibidas, de guerra.
Para além da detenção do suspeito da morte do agente Irineu Dinis (que ocorreu no dia 17 de Fevereiro), a operação "Cerco Maior" permitiu hoje a apreensão de "seis armas de fogo em situação ilícita, de entre as quais uma caçadeira de canos serrados e uma arma de calibre de guerra", revelou o responsável da PJ em conferência de imprensa.
Ontem, o principal suspeito da morte de dois agentes da PSP no bairro da Falagueira, também na Amadora, foi detido em Melides na posse de mais de uma dezena de armas proibidas, nomeadamente armas de guerra.
"Há um denominador comum" entre as duas situações, frisou Santos Cabral aos jornalistas. A detecção de "armas proibidas", embora "com uma dimensão completamente diferente" em termos de quantidade, é o factor em comum nas duas operações relacionadas com a morte de agentes da PSP, disse o responsável.
O director nacional da PJ apelou aos "cidadãos comuns" e "ao próprio legislador" que estejam atentos a este fenómeno que preocupa as forças policiais.
O director nacional da PSP, José Manuel Branquinho Lobo, sublinhou a importância da colaboração das duas forças de segurança nesta operação e frisou que hoje vive-se "um dia triste", por ocasião do funeral dos dois agentes alvejados no domingo no bairro da Falagueira.
Questionado sobre a falta de meios de que se queixa a PSP, Branquinho Lobo assumiu que "falta de meios existe sempre", mas comprometeu-se a "tentar melhorar os meios que já existem e depois aumentá-los".
Da operação "Cerco Maior" resultou também a detenção de várias pessoas por "suspeitas do cometimento de crimes contra as pessoas, o património e posse de arma proibida", diz a PJ em comunicado.


