Os deputados dos partidos da oposição na Madeira abandonaram hoje os trabalhos do Parlamento regional em protesto contra um requerimento do PSD-Madeira, que solicitou "a avaliação das faculdades mentais" do deputado socialista João Carlos Gouveia.
O incidente aconteceu quando a bancada do PSD-M apresentou o requerimento após a intervenção do deputado João Carlos Gouveia, que denunciou a situação política na Madeira, em que considerava que a região "está transformada, por inacção do poder judicial, num verdadeiro paraíso criminal".
"Salvo uma ou outra excepção, o poder executivo regional, pelo controlo que exerce sobre toda a sociedade, conseguiu sempre, com o beneplácito e com a complacência dos órgãos de soberania, subjugar, aos seus próprios interesses, a maioria dos titulares e agentes desses mesmos órgãos, na região", disse João Carlos Gouveia.
O deputado salientou que "a negligência, o laxismo, o favorecimento e a cobardia, a cobardia de alguns magistrados do Ministério Público, permitiram e permitem que, através dos actos do governo e dos actos das câmaras, uma minoria, criminosa e oligárquica, mantenha um controlo total sobre as instituições autonómicas e detenha o monopólio político, na região, há cerca de 30 anos".
A Região Autónoma da Madeira é governada por Alberto João Jardim desde Março de 1978.


