• A nova padaria francesa da baixa lisboeta
  • "O que há de novo no amor?": este filme é um milagre
  • O romantismo de cada ruína

Deputado Miguel Almeida apresentou projecto de resolução na AR

PSD quer que terrenos de Conímbriga fiquem todos sob a tutela do Estado

06.07.2009 - 11:23 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
O deputado afirma que dos 22 hectares por onde se estende a cidade romana, oito estão ainda na posse de particulares O deputado afirma que dos 22 hectares por onde se estende a cidade romana, oito estão ainda na posse de particulares (Paulo Pimenta)
Os terrenos das ruínas romanas de Conímbriga, em Condeixa-a-Nova, devem deixar de ser propriedade privada e passar a ficar sob a alçada do Estado. Quem o defende é o deputado do PSD Miguel Almeida num projecto de resolução apresentado no Parlamento.

Em causa está uma área substancial das ruínas de Conímbriga - entre outras, o anfiteatro, o segundo fórum da cidade e parte da Casa dos Repuxos - que se mantém longe dos olhares dos visitantes, no subsolo de terrenos particulares. Miguel Almeida, em declarações à Lusa, considera que a situação, que dura desde as últimas expropriações, na década de 40, é "gravíssima" e "denota que o país tem muito pouco respeito por aquele património".

No projecto de resolução, o deputado lembra que dos 22 hectares de extensão máxima da cidade romana, que é monumento nacional, e apesar da zona de protecção criada por portaria de 1971, apenas 14 são propriedade do Estado, subsistindo oito na posse de particulares.

Miguel Almeida dá como exemplo o caso do segundo fórum da cidade romana, que encontra-se "soterrado sob um olival, como uma ilha no meio do perímetro visitável". Segundo o deputado, "o terreno pertence a sete proprietários diferentes".

Para o social-democrata, é "insustentável e inadmissível que o Estado não tenha, ainda hoje, em seu poder e sob sua administração toda a área relevante necessária para a preservação deste conjunto histórico, arqueológico e arquitectónico verdadeiramente ímpar".

No documento, que Miguel Almeida espera ver aprovado por unanimidade na sessão plenária - a votação, sublinha, deverá ocorrer a 10 ou 23 de Julho - recomenda ao Governo a adopção de "medidas urgentes", desde logo a expropriação ou aquisição dos terrenos em falta. Por outro lado, preconiza que avance "em definitivo" a escavação, conservação, restauro, classificação e valorização da parte não visível das ruínas romanas "tendo em vista revelar e preservar adequadamente a totalidade do acervo arquitectónico, histórico e patrimonial de Conímbriga".

O projecto de resolução recomenda ainda ao Governo a necessidade de dotar as entidades públicas responsáveis pela tutela e gestão do sítio de Conímbriga dos meios necessários à prossecução dos referidos projectos.

Estatísticas

  • 344 leitores
  • 2 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1390449

Comentário + votado

Então mas se..

.."Nenhum património de 2000 anos desta natureza deve ter um dono!" -- inclui-se o governo..? Isto ...

Anónimo

08.07.2009 07:00

X

Mais em Local (8 de 12 artigos)

O rapaz de 18 anos, que veio a falecer, foi encontrado junto à viatura em que os assaltantes se terão posto em fuga Um morto e dois assaltantes detidos após assalto a ourivesaria na Trofa