Santana Lopes vai concorrer à Câmara Municipal de Lisboa em coligação do PSD com o PPM, em que o MPT também deverá entrar, enquanto a participação do CDS-PP está "ainda em definição", segundo fonte da candidatura.
PSD e CDS-PP deverão concluir, na próxima semana, as negociações com vista a uma aliança para a Câmara Municipal de Lisboa nas autárquicas do final do ano. Uma coligação que “o mais provável” é que se concretize, mas que ainda não é dada como “totalmente garantida”, segundo disse ao PÚBLICO uma fonte da candidatura de Pedro Santana Lopes.
O ex-presidente do PSD “não tem pressa” em concluir as negociações com o seu antigo parceiro de coligação de Governo e que, nesta última semana, fez vários contactos tanto com responsáveis do Partido Popular Monárquico (PPM) como do Movimento Partido da Terra (MPT) com vista a integrarem a plataforma eleitoral. Com os monárquicos o acordo estará já finalizado.
Na próxima semana, ainda de acordo com as mesmas fontes, deverá haver uma decisão sobre a coligação com os democratas-cristãos para concorrer à maior câmara do país.
Esta é a segunda vez que Pedro Santana Lopes concorre à câmara lisboeta. Ganhou as eleições em 2001, derrotando o socialista João Soares, e ficou à frente do município até 2004, quando substituiu Durão Barroso na liderança do Governo, quando este foi escolhido para presidente da comissão europeia. Após a queda do executivo PSD-CDS e as eleições de 2005 Santana regressou à câmara por mais seis meses.
A 24 de Março, no final de almoço do American Club, em Lisboa, Pedro Santana Lopes afirmou que estava "bem encaminhado” e “quase concluído o processo de decisão” sobre uma aliança autárquica com o CDS-PP e desde então não fez mais declarações públicas sobre o tema.
Notícia reformulada às 17h24


