O PSD de Setúbal desistiu hoje de pedir eleições intercalares no concelho, depois de no início da semana ter defendido esta solução após a renúncia do comunista Carlos de Sousa à presidência do município.
Em comunicado, os sociais-democratas de Setúbal dizem que "deixam em aberto a possibilidade de vir a exigir a realização de eleições intercalares, caso o futuro do concelho continue a ser hipotecado".
O PSD local acrescenta que ficará "atento à gestão da nova presidente" Maria das Dores Meira, que a partir de 7 de Setembro substitui o presidente demissionário.
"O PSD está redobradamente atento à gestão da nova presidente, deixando em aberto a possibilidade de vir a exigir a realização de eleições intercalares, caso o futuro do concelho continue a ser hipotecado", refere o comunicado hoje divulgado pela Comissão Política Distrital de Setúbal do PSD.
O PSD de Setúbal afirma ser, "por princípio, a favor da estabilidade das instituições" e, depois de reconhecer que do ponto de vista jurídico a substituição do presidente é legal, defende a necessidade de saber se a nova presidente tem condições para exercer o cargo, uma vez que "toma posse já fragilizada".
Anteontem, quando o comunista Carlos de Sousa anunciou a sua renúncia ao cargo, o PSD local - segunda força mais votada no distrito no ano passado, com 25,43 por cento dos escrutínios e três vereadores - anunciou que iria tentar um entendimento com os socialistas para provocar eleições intercalares, mas o PS, com dois vereadores, mostrou-se pouco receptivo. O PSD e o PS têm cinco vereadores em conjunto, enquanto a CDU (coligação PCP/PEV) tem quatro.
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