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Debate na Assembleia da República

PSD desafia PS "a acabar com hipocrisia" e derrubar câmara de Lisboa

21.02.2007 - 17:37 Por Lusa

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O PSD considerou que o executivo de Lisboa tem todas as condições para concluir o mandato O PSD considerou que o executivo de Lisboa tem todas as condições para concluir o mandato (David Clifford/PÚBLICO (arquivo))
O deputado do PSD Agostinho Branquinho desafiou hoje o PS "a acabar com a hipocrisia" e a derrubar o executivo da Câmara Municipal de Lisboa, depois de o líder parlamentar socialista ter criticado "a instabilidade" na autarquia da capital.

"Vamos acabar com a hipocrisia política. As oposições na Câmara Municipal de Lisboa têm o poder, a força suficiente para derrubar o executivo. Se o PS acha que a câmara está numa situação ingovernável, que assuma a responsabilidade de derrubá-la", declarou Agostinho Branquinho.

"Não vamos fazer o jogo da hipocrisia política", acrescentou o social-democrata, considerando que o executivo da capital "tem todas as condições para assumir o mandato até 2009".

A declaração do deputado do PSD foi feita depois de uma intervenção política em plenário do líder parlamentar socialista, Alberto Martins, a propósito da demissão do governo regional da Madeira, anunciada na segunda-feira.

PS acusa PSD de instabilidade sistemática

Alberto Martins não respondeu ao desafio e apenas reiterou o que tinha dito antes: "O presidente do PSD cauciona o que se passa na Câmara Municipal de Lisboa. O PSD é fautor de instabilidade em todos os sítios onde governa".

Na sua intervenção, o líder parlamentar socialista tinha sustentado que "o PSD é hoje sinónimo de instabilidade, não só na Madeira, com Jardim, mas também no Governo, com Santana Lopes, e na câmara de Lisboa, com Carmona Rodrigues".

À semelhança do porta-voz do PS, Vitalino Canas, na primeira reacção à demissão do governo regional da Madeira, Alberto Martins defendeu hoje no Parlamento que, "onde governa, seja em Lisboa ou no Funchal, o PSD é fautor, é gerador de instabilidade".

O PSD está a transformar-se "num partido reduzido a uma agenda populista regional e autárquica, sem dimensão nacional", sustentou Alberto Martins, com o presidente social-democrata, Luís Marques Mendes, e o líder parlamentar do partido, Luís Marques Guedes, ausentes da sessão plenária.

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Comentário + votado

Calma porque o que eles querem é acabar com tudo. ...

Calma porque o que eles querem é acabar com tudo. Então já não se lembram que o sr sócrates disse ...

Anónimo

21.02.2007 18:25

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