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No Porto

PS exige transparência no negócio imobiliário do Bairro do Aleixo

11.12.2011 - 16:18 Por Lusa

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O Bairro do Aleixo ocupa “terrenos muito apetecíveis na encosta do Douro”, lembrou Manuel Pizarro O Bairro do Aleixo ocupa “terrenos muito apetecíveis na encosta do Douro”, lembrou Manuel Pizarro (Adriano Miranda)
O presidente da concelhia do Porto do PS, Manuel Pizarro, exige “transparência” do executivo municipal no negócio imobiliário associado à demolição do Bairro do Aleixo, que começa na sexta-feira.

“Vamos pedir na próxima reunião de câmara [terça-feira] que nos seja dada cópia do contrato assinado”, afirmou Manuel Pizarro, neste domingo, numa visita a um imóvel municipal em ruínas que deveria estar em obras de recuperação ao abrigo daquele contrato.

Segundo o líder do PS/Porto, há “incumprimento claro” da minuta de contrato entregue há cerca de dois anos, pelo que os socialistas querem verificar se o texto assinado é igual ao da minuta.

Manuel Pizarro recordou que foi constituído em Junho de 2010 um Fundo Especial de Investimento Imobiliário (FEII), designado Invesurb, que previa a construção ou reabilitação de 300 fogos, numa área total de 22.390 metros quadrados, e a sua entrega faseada a partir de 2011.

“O que foi dito à sociedade é que o Aleixo iria ser trocado por 300 fogos”, salientou Manuel Pizarro, criticando o executivo PSD/CDS liderado por Rui Rio por este se preparar para implodir a primeira das cinco torres do bairro sem ter reabilitado nenhum dos imóveis previstos no contrato.

O presidente do PS/Porto realçou que o Bairro do Aleixo ocupa “terrenos muito apetecíveis na encosta do Douro”, mas criticou que 260 famílias estejam a ser realojadas noutros bairros sem que haja a prometida reabilitação de casas degradadas do Centro Histórico.

O vereador do PS Manuel Correia Fernandes considerou tratar-se de uma “ligeireza inaceitável” a grande discrepância entre as avaliações interna e externa da área edificável dos terrenos do Aleixo, de cerca de 20 mil e 26 mil metros quadrados, respectivamente.

O autarca sublinhou ainda que a minuta do contrato “impõe uma revisão do PDM [Plano Director Municipal] que ainda não foi feita”. “É por isso que a lei da limitação dos mandatos é muito adequada”, comentou Manuel Pizarro, enaltecendo o facto de Rui Rio já não se poder recandidatar ao cargo nas eleições autárquicas de 2013.

Socialistas saúdam regresso dos táxis à Ribeira

Também neste domingo, Manuel Pizarro saudou o “recuo” da câmara do Porto na proibição de circulação de táxis na zona da Ribeira, que vigora há cerca de três meses.

“A partir de quarta-feira, os táxis vão circular novamente na Ribeira. A informação foi-nos dada pelo presidente da Associação de Bares, António Fonseca, e confirmada pelas associações de táxis”, disse à agência Lusa o presidente do PS/Porto.

O dirigente socialista defendeu que não faz sentido impedir o acesso de táxis a um hotel de quatro estrelas e a uma zona com muitos bares. “Concordamos que se corte o acesso à Ribeira a transporte privado, mas não ao transporte público”, salientou, criticando o executivo PSD/CDS por “tomar decisões sem ouvir as pessoas”.

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deveriam

era pedir que fossem averiguadas as contas milionarias em off-shores de Socrates e familiares e ...

D P

11.12.2011 17:50