Aguarda julgamento por um crime de burla qualificada

PS: confiança no autarca de Castelo de Paiva revela "falta de coerência" de Marques Mendes

07.05.2007 - 16:06 Por Lusa

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Paulo Teixeira lembrou que o processo a que o PS se refere já se arrasta há sete anos Paulo Teixeira lembrou que o processo a que o PS se refere já se arrasta há sete anos (Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo))
O PS de Castelo de Paiva acusou hoje Luís Marques Mendes de "falta de coerência" no tratamento dado ao presidente da câmara da vila, Paulo Teixeira, que aguarda julgamento por crime de burla qualificada e falsificação de documentos.

Os socialistas locais distribuíram um comunicado onde dizem que Paulo Teixeira "aguarda julgamento por crime de burla qualificada e dois crimes de falsificação de documento por venda, comprovada, de terreno do município, destinado à feira quinzenal, em proveito próprio".

Por esta razão, segundo o texto do PS, o líder dos sociais-democratas não está a dar a este caso um tratamento semelhante ao da Câmara Municipal de Lisboa, ou também das autárquicas de 2005, com Isaltino Morais (Oeiras) e Valentim Loureiro (Gondomar).

Contactado pela agência Lusa, Paulo Teixeira, lembrou que o processo a que o PS se refere já se "arrasta" há sete anos (período durante o qual foi reeleito duas vezes), e que é "a terceira vez que [os socialistas] repetem este mesmo comunicado".

"Eu, pela minha parte, só posso garantir que vou cumprir o mandato até ao fim", disse o autarca, referindo não poder pronunciar-se neste momento sobre o processo.

Caso de Castelo de Paiva "é bem mais grave"

Segundo o comunicado do PS, o caso de Castelo de Paiva "é bem mais grave" do que os restantes, pelo que questiona se o facto de não se ter dado relevância ao caso se prende com o facto de aquele concelho "ser interior e não ter relevância política nacional".

Em 2006, refere o texto socialista, o presidente da câmara de Castelo de Paiva foi acusado pelo Ministério Público de dois crimes de falsificação de documento e um crime de burla qualificada no polémico caso, conhecido como "o negócio dos terrenos da Feira", estando neste momento a aguardar julgamento.

Ainda a respeito deste assunto, o PS diz "ter chegado a admitir que Marques Mendes não tivesse conhecimento deste escândalo".

Porém, acrescenta, em Dezembro de 2006, "acautelando a sua presença no jantar de Natal do PSD local", o PS enviou-lhe uma carta aberta, registada, descrevendo "pormenorizadamente" todo este caso.

"O dr. Marques Mendes não só veio ao jantar de Natal como, pasme-se, elogiou a acção da câmara municipal e de Paulo Teixeira", afirma o comunicado do PS local.

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