PS: candidatura de Helena Roseta não impede lista “forte e ganhadora" socialista

09.05.2007 - 18:44 Por Lusa, PUBLICO.PT
O porta-voz do PS, Vitalino Canas, recusou-se a comentar a "decisão pessoal" de Helena Roseta se demitir do partido e desvalorizou a sua candidatura independente à Câmara de Lisboa, afirmando que essa decisão não impedirá os socialistas de avançarem com uma lista “forte e ganhadora".
"O PS não faz qualquer comentário a essa demissão do partido. Trata-se de um decisão pessoal", afirmou Vitalino Canas.
Confrontado com a demissão de Helena Roseta, o porta-voz do PS contrapôs que o seu partido "é o mais pluralista de todos", havendo "ampla liberdade de opinião e candidaturas livres a todos os órgãos do partido". Sobre a hipótese de Helena Roseta protagonizar uma candidatura independente nas eleições intercalares para a Câmara de Lisboa, Vitalino Canas desvalorizou, dizendo apenas que "se trata de um direito" da ex-dirigente socialista.
"A lei prevê a possibilidade de candidaturas independentes às autarquias. No caso de Lisboa, essa eventual candidatura independente não afastará o PS da sua intenção de apresentar uma candidatura forte e ganhadora", afirmou o porta-voz da direcção dos socialistas.
O PÚBLICO avançou esta tarde que Helena Roseta vai candidatar-se como independente à presidência da Câmara de Lisboa, entregando para tal o seu cartão de militante do Partido Socialista.
Numa carta de demissão dirigida ao secretário-geral socialista, José Sócrates, Helena Roseta declara querer "contribuir para uma solução política" para a Câmara Municipal de Lisboa como independente. "Como cidadã e como lisboeta, sinto-me no direito e no dever de contribuir com urgência para uma solução política que devolva à gestão da cidade a dignidade, a transparência e a seriedade que lhe têm faltado", refere a carta na sede do PS, no Largo do Rato, a que a agência Lusa teve acesso.
"É isso que irei fazer, doravante na qualidade de independente. Assim, venho por este meio renunciar à minha filiação no Partido Socialista e pedir a minha imediata desvinculação de todos os direitos e deveres inerentes", acrescenta a ex-dirigente do PS.

