Primeiro-ministro espera que Metro Sul do Tejo tenha "o mesmo sucesso" do Metro do Porto

30.04.2007 - 14:08 Por Lusa
O primeiro troço do Metro Sul do Tejo (MST) foi hoje inaugurado, na presença do primeiro-ministro, num investimento de 95 milhões de euros e 16 meses depois do previsto. No final da cerimónia, José Sócrates disse esperar que o MST tenha "o mesmo sucesso" do congénere do Porto e que sirva para impulsionar a competitividade da área metropolitana de Lisboa.
O troço hoje inaugurado, que liga Corroios a Cova da Piedade, representou um investimento de 95 milhões de euros, abrindo à exploração 16 meses depois do inicialmente previsto.
Quando estiver construída a primeira fase do projecto haverá ligações entre Corroios, Pragal e Monte da Caparica (inauguração prevista para Dezembro deste ano), mas também entre Corroios e Cacilhas (conclusão no final de 2008), passando a servir uma área de cem mil habitantes.
José Sócrates acredita que a inauguração do primeiro troço do metro representou "um dia histórico" para a população da margem sul da área metropolitana de Lisboa.
"Não há que ter medo das palavras: é um dia histórico, porque esta nova infra-estrutura de transportes permitirá aumentar a competitividade económica da região, aumentar a qualidade de vida e uma melhoria em termos ambientais", sustentou.
Antes de experimentar o metro, o primeiro-ministro lembrou os atrasos na concretização do projecto, atribuindo os problemas "à escassez de terrenos disponíveis, numa zona densamente povoada".
"Apesar de tudo, fizemos o que devíamos e garanto que este projecto é para andar para a frente, porque se trata de um projecto nacional e essencial para toda a área metropolitana de Lisboa", frisou.
O chefe do Governo manifestou depois a sua esperança de que a população dos concelhos da margem sul do Tejo se "identifique com o novo metro".
"Nunca houve um metro que se tenha construído tão rapidamente como o do Porto. Espero que este represente idêntico sucesso em termos de adesão das pessoas", afirmou, antes de elogiar o papel dos autarcas da margem sul, que "fizeram uma negociação madura com o Governo".

