Presidente da Junta de Moscavide: aumento da violência é notório desde Janeiro

28.04.2008 - 12:43 Por Lusa
O presidente da Junta de Freguesia de Moscavide disse hoje notar um aumento da violência desde Janeiro, altura em que a PSP local alargou o patrulhamento de duas para três freguesias, mantendo o número de efectivos.
O autarca socialista Daniel Lima comentava assim a notícia da invasão, domingo, da esquadra da PSP de Moscavide, concelho de Loures, por um grupo de 10 a 15 homens que agrediram um jovem de 20 anos que pretendia apresentar queixa do grupo. Na esquadra estava apenas um agente.
"As coisas têm piorado desde Janeiro com assaltos a vários estabelecimentos e vejo esta situação [a invasão da esquadra] com alguma preocupação porque mostra que o policiamento não está a ser feito devidamente", disse Daniel Lima. Segundo o presidente da Junta de Freguesia de Moscavide nota-se um aumento da violência desde o início do ano, fenómeno que atribui ao facto de desde essa altura a PSP ter passado a patrulhar, além das freguesias de Moscavide e da Portela, a do Prior Velho com o mesmo número de agentes.
O presidente considera que o facto de na altura em que o grupo invadiu a esquadra se encontrar apenas um agente nas instalações demonstra que falta policiamento e reclamou o reforço do número de agentes nas ruas. "O policiamento deve ser reforçado e apeado porque a presença mais visível da polícia cria um sentimento de maior segurança", sustentou Daniel Lima, adiantando que a existência de dois carros-patrulha da PSP para percorrer três circuitos é insuficiente. O autarca disse, ainda, que vai contactar o Ministério da Administração Interna no sentido de perceber o que está a ser mal feito e o que é preciso fazer para corrigir.
PSP explica que restantes agentes estavam em patrulhas exteriores
O Comando Metropolitano de Lisboa da PSP justificou hoje a presença de apenas um agente na esquadra de Moscavide no domingo. A comissária Ana Nery, a oficial que esteve ontem ao serviço do Comando Metropolitano de Lisboa, explicou que "a área da esquadra de Moscavide não é crítica" e que o facto de haver muitas pessoas na rua levou a que os agentes, cujo número não precisou, tivessem sido destacados para patrulhamentos no exterior.
A comissária reforçou a ideia da presença de muitas pessoas na rua, afirmando que se tratava de um domingo com temperaturas elevadas. Quanto à alegada invasão da esquadra, a comissária disse que o episódio começou com uma desordem em Moscavide entre vários elementos de um grupo, formado por 10 ou 11 pessoas.
Um dos elementos, adiantou a fonte, fugiu para o interior da esquadra da PSP, onde foi agredido pelo resto do grupo, que entrou e saiu rapidamente do local. De acordo com a mesma fonte, a vítima não quis apresentar queixa nem receber assistência médica e não conseguiu explicar quem eram os outros elementos do grupo. A comissária acrescentou que não houve danos materiais nem outros feridos na esquadra, onde na altura do incidente, cerca das 17h00, estavam mais dois cidadãos.

