Reestruturação da Carris e da Metro de Lisboa

Presidente da Carris disponível para integrar quadros da empresa que resultar da fusão

24.01.2012 - 16:53 Por Lusa, Marisa Soares

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Carris vai ser objecto de fusão com a Metropolitano de Lisboa Carris vai ser objecto de fusão com a Metropolitano de Lisboa (Pedro Martinho)
O presidente da Carris, José Silva Rodrigues, admitiu hoje a possibilidade de vir a integrar a futura administração da empresa que resultar da fusão entre a transportadora rodoviária e a Metropolitano de Lisboa.

“Estou disponível, como estive sempre, para servir o Estado nas funções em que o Governo entende que eu possa dar uma ajuda”, afirmou José Silva Rodrigues aos jornalistas, quando questionado sobre a sua disponibilidade para integrar a gestão da nova administração.

“Se essa questão [se for convidado] se colocar, avaliá-la-ei e tomarei as minhas decisões”, acrescentou em declarações à margem de um seminário sobre o Plano Estratégico dos Transportes (PET), organizado pela Logistel, que decorreu nesta terça-feira em Cascais.

O presidente da Carris afirmou também que as empresas públicas de transportes recorreram, ao longo dos anos, ao endividamento para responderem aos investimentos e às políticas sociais definidas pelos governos. “Durante anos tomámos decisões sem saber quanto custavam e como seriam pagas”, afirmou, citado pela Lusa.

“A realidade é que acumulámos 17 mil milhões de euros de dívida”, lembrou o responsável da transportadora, referindo-se à dívida total do sector.

Para diminuir este défice, o Governo pretende avançar nos próximos meses com a fusão das empresas de transportes públicos de Lisboa e do Porto. O objectivo é nomear as equipas que vão administrar as novas empresas até Março e concluir a fusão jurídica até ao final do ano. Em causa estão as fusões da Carris com a Metropolitano de Lisboa, a Transtejo com a Soflusa e a Metro do Porto com a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP).

Com a reestruturação e a consequente eliminação de custos directos e indirectos com as administrações, o Governo estima uma poupança de 2,5 milhões de euros. Ao que o PÚBLICO apurou junto de fonte do sector, o objectivo é criar nas novas administrações alguns cargos não remunerados e aumentar a representatividade dos municípios através, por exemplo, da presença de um elemento das juntas metropolitanas.

A esta poupança junta-se a que o Governo estima conseguir através das alterações aos tarifários, que ascende a 110 milhões de euros. No final deste ano, o Governo pretende alcançar o equilíbrio nas contas das empresas de transportes públicos, cujo défice operacional é de 485 milhões de euros.

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