Presidente da Assembleia Regional defende que Jardim não feriu honorabilidade do Parlamento

14.04.2008 - 12:24 Por Lusa
O presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, Miguel Mendonça, considerou hoje que Alberto João Jardim não quis atingir a "honorabilidade e respeito" do Parlamento regional ao classificar os deputados madeirenses da oposição de "bando de loucos".
Miguel Mendonça salientou não ser "responsável pelos deputados, nem ter delegação dos que se sentem ofendidos para defendê-los". "Os senhores deputados são maiores e vacinados, querendo podem defender-se a si próprios", adiantou. O presidente da Assembleia regional destacou, ainda, que "nunca ninguém ouviu em toda a sua vida política, nem ouvirá comentar declarações de companheiros do partido".
O responsável sustentou também "Alberto João Jardim entendeu fazer aquelas declarações e certamente assume a responsabilidade por elas". Miguel Mendonça realçou que as afirmações do presidente do governo madeirense foram "dirigidas a pessoas, não quis atingir a honorabilidade e respeito que tem pela Assembleia Legislativa da Madeira como instituição". "Foram dirigidas a pessoas na sequência do contencioso que tem com elas", concluiu o responsável pelo parlamento madeirense.
"Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa", afirmou sábado o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, referindo-se aos deputados da oposição como "o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)" e "aqueles tipos do PS".
Jardim falava no Aeroporto da Madeira, à chegada de uma deslocação a Palma de Maiorca, comentando o facto do programa da visita oficial do Presidente da República, Cavaco Silva, que se iniciou hoje no arquipélago da Madeira, não incluir uma sessão solene no Parlamento, o que já mereceu críticas da oposição.

