Foz do Rio Douro

Porto: trabalhadores que ficaram quatro horas isolados num molhe foram retirados por dois helicópteros

19.08.2008 - 08:30 Por Lusa

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Os 18 trabalhadores foram apanhados de surpresa pela subida da maré Os 18 trabalhadores foram apanhados de surpresa pela subida da maré (Fernando Veludo (arquivo))
Dezoito trabalhadores da construção dos molhes do Douro, que ontem tinham ficado isolados devido à subida da maré acompanhada por marés vivas, foram retirados por dois helicópteros, um da Força Aérea e outro da Protecção Civil.

Os quatro primeiros trabalhadores a serem retirados foram transportados pelo helicóptero da Protecção Civil e os restantes por um da Força Aérea.

A evacuação pôs termo a um isolamento de quatro horas dos trabalhadores, que se viram retidos na extremidade de um dos molhes que estão em construção na Foz do Rio Douro.

Os homens, que se encontravam a trabalhar na construção de um farol a localizar naquela extremidade, foram surpreendidos pela subida das águas do mar, acompanhada de uma forte ondulação - a previsão meteorológica indicava ondas de três metros.

O comandante Martins dos Santos, da Autoridade Marítima do Norte, adiantou que nenhum dos trabalhadores sofreu ferimentos, apenas a ansiedade normal de terem estado isolados durante várias horas.

O oficial referiu que, num primeiro momento, foram feitas tentativas de evacuação por via marítima, nomeadamente com recurso a semi-rígidos do Instituto de Socorros a Náufragos da Foz e da Capitania mas "o mar não deixou".

As autoridades aguardaram que o mar acalmasse mas, como tal não aconteceu e, com o aproximar da noite, aumentou a ansiedade dos trabalhadores, optaram pelo recurso aos meios aéreos.

A operação decorreu com toda a normalidade, tendo os trabalhadores sido resgatados individualmente e transportados para o aeroporto de Sá Carneiro.

Foi destacada para o local uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica como medida de prevenção.

Questionado sobre se os trabalhadores deveriam estar àquela hora no local face às previsões meteorológicas, o comandante Martins dos Santos sustentou que "estas situações devem ser ponderadas e as autoridades devem tomar as decisões quando devem ser tomadas".

"As avaliações de risco devem ser feitas pelas empresas em cada situação", frisou, acrescentando que a empresa está acompanhar a situação a partir do estaleiro.

A zona do Passeio Alegre foi inundada por largas centenas de curiosos, que entretanto foram desmobilizando, sob grande aparato policial.

Os molhes são uma obra do Instituto Portuário dos Transportes Marítimos e estão a ser executados por um consórcio liderado pela Somague.

A empresa construtora não prestou declarações sobre o incidente.

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Incrivel

Não pude deixar de ficar estupefacto quando vi a noticia dos trabalhadores que foram retirados de ...

Paulo Silva

19.08.2008 14:13

X

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