A Comissão de Utentes do Centro de Saúde de Campanhã, no Porto, promove hoje, junto à Extensão de Saúde de Azevedo, uma nova acção de protesto contra a falta de médicos.
Segundo a comissão de utentes, a Extensão de Saúde de Azevedo (que serve 7500 pessoas) tinha quatro médicos de família, mas agora apenas dois clínicos asseguram o serviço, um dos quais em regime de contrato a prazo, depois de uma médica ter morrido e de outro ter adoecido.
O coordenador da comissão de utentes, Carlos Pinto, disse que a coordenadora da Sub-região de Saúde do Porto, Georgina Cruz, atribuiu à falta de interessados a não substituição da médica da Extensão de Saúde de Azevedo, que morreu no início do ano.
"Disse-nos que é um problema nacional. Não há médicos. Há 240 mil utentes a descoberto [sem médico de família] no distrito do Porto", referiu Carlos Pinto.
Honório Novo e Jorge Machado, deputados da CDU eleitos pelo círculo do Porto, apresentaram no dia 6 deste mês, na Assembleia da República, três requerimentos sobre a Extensão de Saúde de Azevedo.
Nos requerimentos os deputados questionam o Governo sobre quando tenciona abrir concurso para preencher a vaga da médica que morreu; como pretende resolver o problema da degradação das instalações; e se tem ou não intenção de encerrar a unidade.
Azevedo é a única zona do Porto ainda com características rurais, estando separada do resto da cidade pela Via de Cintura Interna e pela Estrada da Circunvalação.


