Uma nova ponte sobre o rio Douro para a travessia de peões entre o Porto e Gaia foi hoje apresentada em Gaia por Adão da Fonseca, autor do projecto, estando orçada em 10,5 milhões de euros.
O desafio de permitir a travessia de peões entre as zonas ribeirinhas do Porto e de Gaia foi lançado há quatro meses pela Câmara Municipal de Gaia, mas o projecto conta com a anuência do município do Porto, que deverá assumir metade dos custos do projecto e da obra.
Segundo o vereador da autarquia de Gaia Firmino Pereira, o projecto foi mostrado esta semana ao presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, que considerou a proposta "muito interessante".
Contudo, na cerimónia pública de apresentação da nova travessia que hoje decorreu numa das caves de Vinho do Porto, em Gaia, a autarquia portuense não esteve representada.
Desvalorizando aquele facto, o vereador Firmino Pereira explicou que o projecto estará disponível durante um mês para discussão pública.
Posteriormente, será celebrado um contrato-programa entre as autarquias, para "determinar as condições de investimento, desde o projecto até à execução da obra", acrescentou.
"O investimento será repartido pelas duas câmaras, recorrendo a fundos comunitários", disse também o vereador de Gaia.
"Até agora, o esforço financeiro para a realização do estúdio prévio, orçado em cerca de cem mil euros, foi integralmente assumido pela Câmara de Gaia", afirmou Firmino Pereira.
A nova travessia, que caso seja executada será a maior ponte suspensa do mundo, assume "indiscutivelmente uma grande transparência", sublinhou, por seu lado, o autor do projecto.
Os prazos para a obra não estão ainda determinados, mas, segundo explicou Adão da Fonseca, será necessário "um ano para a realização de estudos e cerca de dois anos para a construção".
A ponte será uma alternativa ao tabuleiro inferior da centenária Ponte D. Luís I, habitualmente usada pelas crianças e jovens da ribeira do Porto para se lançarem ao rio.
A nova ponte nascerá a 500 metros da Ponte D.Luís I, à cota baixa e a jusante da Praça da Ribeira, no Porto, e da Praça Sandeman, na marginal de Gaia, num local onde o leito do rio se torna mais largo, atingindo os 250 metros de largura.
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