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Águeda

Ponte histórica que ruiu vai ser demolida

14.11.2011 - 13:20 Por Maria José Santana

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Vistoria não apontava risco de ruína Vistoria não apontava risco de ruína (Foto: Paulo Pimenta)
A Câmara Municipal de Águeda não pretende recuperar a ponte quinhentista de Lamas do Vouga que ruiu parcialmente na noite do passado sábado. Muito pelo contrário: a autarquia pretende, agora, avançar com um estudo para “a demolição da estrutura que resta”, avançou ao PÚBLICO o vice-presidente do executivo, Jorge Almeida.

O acidente fez um ferido – um homem que passava na ponte pouco depois de o pilar e parte do tabuleiro terem desmoronado. A vítima, segundo assegurou Jorge Almeida, “já teve alta hospitalar e está em casa a recuperar”.

Ainda que a estrutura esteja datada da época medieval, Jorge Almeida assegura que a travessia “não tem interesse histórico, nem está classificada como tal”. E, atendendo a que, “as pessoas dispõem de uma nova ponte a 150 metros, não se justifica a reabilitação desta estrutura”, sublinha ainda oo mesmo responsável.

O destino daquela estrutura passará, assim, “pela demolição”, referiu o autarca, frisando que “a recuperação da ponte ultrapassaria os dois milhões de euros e a autarquia não tem capacidade para tal”.

A prioridade passa, neste momento, por garantir a segurança dos “mirones” que estão a visitar a zona inferior da ponte. “Desde ontem que muitas pessoas estão a deslocar-se ao local e não queremos ter mais nenhuma surpresa desagradável, como foi o desmoronamento daquele pilar”, refere Jorge Almeida. Nesse sentido, “a protecção civil está a interditar o acesso à zona debaixo da ponte para evitar que alguém possa ficar ferido”.

Vistoria não apontava risco de ruína

A última vistoria realizada à estrutura, em Setembro de 2010, não apontava o risco de ruína, ainda que deixasse recomendações especiais para “a protecção civil monitorizar a segurança da ponte” e “acautelar períodos de cheias”, sublinha o vereador responsável pela Protecção Civil Municipal.

A autarquia decidiu ir mais longe e, em Maio passado, optou por encerrar a travessia ao trânsito. “Foi o que nos pareceu mais sensato, na altura”, refere Jorge Almeida, mostrando-se “tranquilo” com a possibilidade de o Ministério Público investigar as responsabilidades do município na queda da ponte. “O Ministério Público tem legitimidade para tal e nós estamos dispostos a colaborar na investigação”, vincou.




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Comentário + votado

Era tão bem demitido

Há cada cromo nas câmaras municipais! Uma ponte secular não tem interesse histórico! Que pena a ...

Luis Neto

14.11.2011 21:52

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