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Incidente na madrugada de domingo

Polícias acusados de agredir homem confundido com condutor que entrou no metro do Porto

21.02.2007 - 18:48 Por Lusa

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"Começaram a bater-me. Eu disse-lhes que não tinha sido eu, mas eles continuaram a bater-me", afirma o homem "Começaram a bater-me. Eu disse-lhes que não tinha sido eu, mas eles continuaram a bater-me", afirma o homem (Fernando Veludo/PÚBLICO (arquivo))
Um homem de 28 anos acusou hoje dois agentes da PSP de o terem agredido, depois de o terem confundido com o condutor que, no domingo de madrugada, entrou de automóvel na linha do metro do Porto.

O homem, que pediu para não ser identificado na notícia por "motivos de segurança", disse à Lusa que foi interceptado por dois agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP) cerca das 06h00 de domingo no tabuleiro superior da Ponte D. Luís, onde se encontrava de regresso a casa, na zona do Jardim do Morro, em Gaia, após ter passado a noite numa discoteca.

"Parece que havia duas testemunhas que diziam que era eu o condutor do carro" que entrou na linha do metro do Porto, afirmou o homem, salientando que, apesar de ter negado a acusação, os agentes começaram a agredi-lo com estaladas na cara.

"Começaram a bater-me. Eu disse-lhes que não tinha sido eu, mas eles continuaram a bater-me. Deram-me porrada ainda na ponte, enquanto me levavam para a nona esquadra", na Praça do Infante, no Porto, disse também o homem, professor de informática em Lisboa, indignado com o que passou numa das suas deslocações quinzenais a casa.

"Quinze a 20 estaladões de mãos abertas"

A fonte disse que, no total, foi agredida com "15 a 20 estaladões de mãos abertas", os últimos dos quais já na esquadra, "na presença de 20 agentes da PSP". "Uma coisa que não imaginava que acontecesse na Europa", referiu.

Segundo o homem, os dois agentes da PSP, entre os quais um chefe de que memorizou o nome inscrito na lapela, só o libertaram cinco horas depois, cerca das 11h00, após terem tentado por várias vezes, sem sucesso, que assinasse um texto de confissão.

"Quando me deixou sair da esquadra, o chefe que me bateu pediu desculpa de uma forma bronca, estranha e surreal", considerou o homem.

A Lusa tentou contactar o chefe da PSP identificado pelo homem, mas uma fonte da nona esquadra informou que o agente em causa iniciou hoje de manhã o gozo de dois dias de folgas.

O Comando Metropolitano do Porto da PSP ainda não prestou esclarecimentos sobre este caso.

Condutor que entrou no metro foi identificado pelo pai

Segundo o "Jornal de Notícias" de anteontem, o condutor do automóvel que entrou na linha do metro do Porto, às 06h05 de domingo, foi identificado pelo pai, proprietário da viatura, como sendo o seu filho, residente em Esmoriz.

"Tenho dois carros e o meu filho, por vezes, pega neste. Tem a carta há pouco mais de um ano. Ontem, veio a um convívio de amigos e aconteceu isto", disse o dono do carro, ouvido pelo jornal no domingo à tarde, à porta da nona esquadra.

O automobilista entrou na linha do metro junto à estação do Jardim do Morro e percorreu toda a Ponte D. Luís, reservada ao metropolitano e a peões, até se imobilizar à entrada do túnel, onde abandonou a viatura e fugiu.

O carro só foi removido às 08h30 por um reboque, após o que foi retomada a circulação na linha do metro.

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Comentário + votado

Supondo que o testemunho deste homem...

Supondo que o testemunho deste homem seja verdadeiro, estamos perante um crime de abuso de poder, ...

Anónimo

21.02.2007 20:00

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