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Sem avançar número de reféns

Polícia em negociações com assaltantes de dependência do BES em Lisboa

07.08.2008 - 16:45 Por PÚBLICO, com Lusa

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A chamada a dar conta da ocorrência na rua Marquês da Fronteira foi feita às 15h05 A chamada a dar conta da ocorrência na rua Marquês da Fronteira foi feita às 15h05 (Miguel Madeira (arquivo))
A polícia vai começar as negociações com os assaltantes que se encontram na dependência do BES da Rua Marquês da Fronteira, em Lisboa, onde mantêm reféns desde as 15h05, informou o Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

De acordo com Florbela Carrilho, do comando metropolitano, “a polícia vai proceder ao início das negociações” e “levantou um cordão de segurança” no local. No entanto, no que diz respeito ao número de assaltantes e de reféns a polícia não quis avançar nenhuma informação, garantindo apenas que os negociadores vão começar os contactos. A PSP adiantou apenas saber que os assaltantes estão armados, embora desconheça com que tipo de armas.

Ernestina Madureira, empregada de limpeza no BES, explicou ao PÚBLICO que costuma entrar às 15h00 mas que hoje chegou um pouco atrasada pelo que encontrou o local já encerrado. Segundo a funcionária, por ser uma época de férias, na dependência está apenas um funcionário e a gerente. Ernestina garantiu, ainda, que o banco encerra às 15h00 pelo que os únicos reféns devem ser os trabalhadores, informação que a polícia não confirma.

A chamada a dar conta da ocorrência foi feita às 15h05. Entretanto, a Polícia de Segurança Pública aumentou o perímetro de segurança para cerca de 200 metros. A PSP ordenou também o encerramento de estabelecimentos comerciais na Rua Marquês da Fronteira. Um funcionário de um restaurante situado em frente ao balcão do BES disse que a polícia "mandou fechar as portas" cerca das 16h00, sendo impedida qualquer entrada e saída dos estabelecimentos.

O mesmo funcionário adiantou que na zona está "um grande aparato policial" e que a circulação de trânsito foi impedida. Os trabalhadores deste restaurante afirmaram não terem testemunhado a entrada dos assaltantes na dependência bancária, mas referiram ter sido informados pela polícia sobre o que estava a acontecer.

O Comando Metropolitano de Lisboa chamou várias equipas do Corpo de Intervenção que, com coletes à prova de bala e metralhadoras, estabeleceram um perímetro de segurança. Uma equipa de comando do Grupo de Operações Especiais da PSP chegou ao local e circulação na rua está cortada.

A Polícia está também a ouvir testemunhas a cerca de 50 metros do local onde decorre o assalto, remetendo explicações para mais tarde.

No local estão ambulâncias do INEM, que prestaram auxílio de primeiros socorros a uma senhora, sem se saber se esta estava no banco ou não. Os médicos do INEM estão a vestir coletes à prova de bala a cerca de 70 metros da agência bancária do BES e a colocar protecções individuais, como capacetes, por aconselhamento dos polícias e estão a dirigir-se para a dependência do banco.

Contactada pela Lusa, fonte do BES escusou-se a comentar o incidente, remetendo para a polícia quaisquer esclarecimentos sobre o assalto.

A PSP continua a afastar jornalistas e curiosos do local que, neste momento, já não têm campo de visão para a dependência bancária, e encontram-se na equina com a Rua Artilharia 1. A Polícia alega razões de segurança para afastar o mais possível os jornalistas do local, que neste momento são mais de quatro dezenas.

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jairo

parabens pela ação brilhante dos policiais e como brasileiro fico envergonhado, eu sou brasileiro ...

jairo

08.08.2008 13:15

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