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Judiciária analisou crimes violentos dos últimos dias

PJ nega existência de vaga de crime organizado na região de Lisboa

03.03.2008 - 16:56 Por Lusa, PÚBLICO

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A PJ afirma que se têm registado "acontecimentos pontuais" A PJ afirma que se têm registado "acontecimentos pontuais" (Sérgio Azenha (arquivo))
A Polícia Judiciária (PJ) defende que os recentes homicídios e tentativas de assassínio na região da Grande Lisboa foram "acontecimentos pontuais e não uma vaga de actos violentos de organizações criminosas".

Esta é uma das conclusões da reunião de trabalho extraordinária realizada hoje, em Lisboa, entre vários departamentos da Judiciária, que teve como objectivo analisar os crimes ocorridos na semana passada na Grande Lisboa.

Num comunicado publicado esta tarde no seu site, a PJ sublinha que "não podia ficar alheia às preocupações manifestadas, quer a nível institucional quer a nível social", após os casos registados na última semana, que considera terem se tratado de "um conjunto de infelizes acontecimentos", afastando a hipótese de se estar perante "manifestações de criminalidade organizada".

Afirmando que está impedida de "pormenorizar publicamente os elementos objecto de análise" e que fundamentaram estas conclusões, a Judiciária reafirma que se têm registado "acontecimentos pontuais" e não "uma vaga de actos violentos de organizações criminosas", assegurando que procurará "alcançar o esclarecimento dos casos com a brevidade possível".

Após os crimes registados nos últimos dias, o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, garantiu que o Governo está atento às novas formas de criminalidade violenta. O ministro referiu que "as forças de segurança portuguesas tudo estão a fazer em todos os domínios para evitar crimes desta natureza, por exemplo, em zonas onde se tem verificado um risco mais elevado" e garantiu que esse trabalho será reforçado.

Ao nível da Secretaria de Estado da Administração Interna, acrescentou, está a ser preparado "um programa que conta com a intervenção da tecnologia, com a intervenção de produtores e de vendedores de automóveis para garantir que há uma boa resposta a esse fenómeno".

Na última sexta-feira, uma mulher foi morta a tiro em frente a casa, na Urbanização Real Forte, em Sacavém. O autor do disparo fugiu a pé do local sem levar qualquer pertence da vítima.

Na madrugada de sábado, um homem de 20 anos foi baleado na cabeça, no parque de estacionamento do Oeiras Parque, tendo sido transportado ao Hospital de São Francisco Xavier onde ainda se encontra nos cuidados intensivos.

No dia 23, um outro homem foi baleado durante um assalto a um café em Camarate, Loures, concelho que assistiu a outros crimes violentos na semana passada: na quinta-feira, um homem matou os pais e suicidou-se de seguida no bairro do Catujal, e, no mesmo dia, um funcionário de uma empresa encontrou o cadáver de um homem num contentor.

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t

Milicias populares de autodefesa nao eh mau nem eh bom. Eh necessario ou nao eh. E so se tornam ...

Sousa da Ponte

04.03.2008 09:08

X

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