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Até 2009, nove postos podem fechar

PCP questiona possível encerramento de metade das esquadras da PSP no Porto

16.10.2006 - 19:23 Por Lusa

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Os comunistas alertam para "os problemas logísticos que os cortes orçamentais têm provocado na PSP" Os comunistas alertam para "os problemas logísticos que os cortes orçamentais têm provocado na PSP" (David Clifford/PÚBLICO (arquivo))
O PCP desafiou hoje o Governo a esclarecer se é sua intenção encerrar, até 2009, metade das esquadras da PSP no Porto, como foi referido ao Conselho Municipal de Segurança pelo representante daquela polícia.

Em conferência de imprensa, o deputado Jorge Machado e o dirigente comunista Belmiro Magalhães alertaram para a orientação da própria tutela que visa, "no programa de racionalização da PSP, encerrar, até 2009, nove das 18 esquadras da cidade" do Porto.

Os responsáveis dizem ter tido informação sobre esta intenção através do representante da PSP no Conselho Municipal de Segurança, do próprio comando metropolitano da polícia e da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP).

"Isto é uma forma encapotada de retomar o projecto das super-esquadras e uma ameaça ao policiamento de proximidade. Nessas condições, a PSP não pode ter uma política de prevenção e os seus agentes limitar-se-ão a contar os mortos em vez de evitar os crimes", disse Belmiro Magalhães.

Jorge Machado adiantou que irá apresentar um requerimento ao Governo sobre este assunto e que o PCP irá propor, no debate do Orçamento de Estado para 2007, que haja uma aposta na recuperação das 18 esquadras portuenses.

"Nós defendemos exactamente o oposto do que o Governo pretende, na sua proposta economicista. Defendemos que sejam dadas condições aos agentes da PSP para o desempenho das suas funções, pelo que vamos propor a recuperação das esquadras onde haja condições para tal e a construção de raiz de novos edifícios onde tal não seja possível", referiu o deputado.

Os dirigentes comunistas, que falavam no final de um "mandato aberto" dedicado à segurança pública, no âmbito do qual contactaram com várias instituições da cidade, salientaram que actualmente há necessidade, no Comando Metropolitano do Porto, de mais cerca de mil agentes.

Jorge Machado lamentou ainda que no distrito inteiro não haja um campo de tiro para os agentes da PSP e da GNR treinarem e considerou que o programa Escola Segura, "tendo um potencial interessante, é desvirtuado pelo facto de cada patrulha de dois agentes ter à sua responsabilidade quatro ou cinco escolas, o que impede por completo qualquer policiamento de proximidade".

Os parlamentares alertaram ainda para os problemas logísticos que os cortes orçamentais têm provocado na PSP, dado haver "carros parados porque não há dinheiro para mudar os calços dos travões, falta de armas e de todo o tipo de meios".

"As esquadras não podem funcionar como as farmácias, fechando à noite e colocando à porta um papel a dizer 'dirija-se à esquadra mais próxima'", frisou Belmiro Magalhães.

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A desorganização e o desnorte é tanto que a polícia está a bater no fundo. Não existe dinheiro para ...

Anónimo

16.10.2006 20:04