O PCP questionou ontem o Governo acerca do traçado da futura ligação entre Faro e o nó de Estói da Via Infante que, segundo os agricultores e moradores da zona, é uma "má" solução ambiental e afectará as explorações agrícolas.
Segundo o partido, que questionou os ministérios do Ambiente, Obras Públicas e Agricultura sobre a matéria, as pessoas das zonas abrangidas pelo traçado queixam-se de não terem sido ouvidas e defendem uma solução alternativa.
O traçado proposto pelo Governo, dizem, teria início a poente da Estrada Nacional 2, seguindo paralelamente a esta via durante quatro quilómetros, atravessando depois aquela estrada no sítio das Campinas e continuando em paralelo até Faro.
Apesar de salientarem a importância da nova ligação, os agricultores e moradores consideram que a solução apresentada irá afectar dezenas de explorações agrícolas e hortofrutícolas que sustentam "centenas de pessoas", lê-se no requerimento enviado ao Governo.
Além disso, alertam, a solução comporta impactos ambientais "muito negativos" por atravessar a principal zona do leito de cheia da ribeira do Rio Seco, o que iria travar o escoamento das águas e potenciar inundações.
Como alternativa, os agricultores e moradores defendem um traçado que passaria a nascente da EN2 e da ribeira do Rio Seco, onde os solos são menos ricos e os impactos sociais, económicos e ambientais seriam "menos gravosos".
O grupo parlamentar do PCP decidiu, por isso, questionar o Governo quanto à viabilidade do traçado proposto, perguntando ainda se as pessoas abrangidas foram ouvidas e se foram desenvolvidos estudos.


