"Operação Charlie": nove arguidos libertados e um em prisão preventiva

19.09.2008 - 14:50 Por António Arnaldo Mesquita
Dos dez arguidos interrogados hoje de manhã pela juíza Anabela Tenreiro, após a “Operação Charlie”, nove ficaram obrigados a apresentações quinzenais e um poderá aguardar em prisão preventiva o desenrolar das investigações relacionadas com um grupo alegadamente envolvido em assaltos à mão armada, burla e falsificação de documentos.
Às 15h06 chegaram ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto outros seis detidos no âmbito da “Operação Charlie”, desencadeada na passada terça-feira com a realização de mais de quatro dezenas de buscas domiciliárias. Outros dois detidos nesta operação foram apresentados ontem no Tribunal de Gondomar por posse de droga.
Os últimos a chegar ao TIC, juntamente com um detido que veio logo de manhã, serão aqueles sobre quem recaem as suspeitas de associação criminosa, homicídio tentado de um inspectores da PJ e vários assaltos à mão armada a ourives e a carros ("carjacking").
Dos nove arguidos a quem a juíza fixou apresentações quinzenais há pelo menos dois suspeitos de adquirirem as peças de ouro e as viaturas roubadas. Como a receptação é punível com uma pena inferior a cinco anos, os dois suspeitos daquele crime não podiam ser alvo de prisão preventiva.
Este caso começou a ser investigado na sequência de uma tentativa de assalto à mão armada a um inspector da PJ que foi baleado na Maia. Durante as investigações a polícia tentou esclarecer uma tentativa de homicídio, mas rapidamente concluiu que estava perante um grupo que dedicaria a assaltar com armas de fogo ourives e viaturas automóveis ("carjacking").
Quando desencadeou a operação a PJ tinha indícios de quem seriam os líderes do grupo e os respectivos cúmplices. Além disso terá também apurado quem compraria as peças de ouro e os automóveis roubados.
Associação criminosa, homicídio tentado, roubo, posse e tráfico de armas proibidas e de droga são alguns dos crimes imputados aos arguidos. Alguns deles são ainda suspeitos de burla, falsificação de documentos, e branqueamento de capitais.

