Saiba o que vai mudar nos transportes este ano. Algumas alterações são já para Fevereiro.
Preços aumentam 5%, novo passe custará 35 euros
Os preços dos transportes públicos vão aumentar em média 5% e o novo passe único que o Governo vai criar para Lisboa, o “Navegante”, terá um custo de 35 euros. De fora deste aumento ficam os passes mensais dos autocarros e metros de Lisboa e Porto. Assim, na capital, a assinatura mensal dos autocarros passa a custar 29 euros (mais 1,5 euros do que actualmente). O passe do metro sofre um aumento maior: dos actuais 23,90 euros para 29 euros. O passe combinado do autocarro com o metro desaparece e dá lugar ao “Navegante”, que permite andar nesses meios de transporte e também no comboio, dentro da coroa urbana da capital. O novo passe único custará 35 euros.
No Porto, a assinatura mensal dos autocarros mantém-se nos 29 euros, enquanto a assinatura do metro e do passe “Andante” diminuem 50 cêntimos e passam a custar 36 euros.
Desconto para jovens e idosos desce para 25%
Os passes 4_18, sub23 e sénior, que beneficiam actualmente de um desconto de 50%, vão passar a ter um desconto de 25% a partir de Fevereiro. Esta redução mantém-se independentemente dos rendimentos e vai vigorar até Junho. A partir de Julho, o desconto será feito de acordo com os rendimentos do agregado familiar. O Governo vai ainda dar uma bonificação de 25% às crianças, jovens e idosos que utilizem os transportes públicos fora das horas de ponta, aos fins-de-semana e aos feriados. Especificamente quanto aos 4_18 e sub23, os beneficiários do escalão A do apoio social escolar “mantém os 50% de desconto já a partir de 1 de Fevereiro”.
O passe 4_18 destina-se a todos os alunos entre os 4 e 18 anos de idade (funciona até ao fim do mês em que o aluno faz 19 anos) que não frequentam o ensino superior. O passe escolar sub23 é destinado aos estudantes do ensino superior, público ou privado, até aos 23 anos. O Governo mantém também a redução de 50% aos beneficiários do Complemento Solidário para Idosos e do Rendimento Social de Inserção.
Ligações na Transtejo mantém-se, seis carreiras cortadas na Carris
O secretário de Estado dos Transportes deixou cair, após negociações com a Junta Metropolitana de Lisboa, alguns dos cortes mais drásticos que estavam a ser equacionados para os transportes públicos da Área Metropolitana de Lisboa (AML). Na Transtejo já não será suprimida qualquer ligação fluvial e na Carris são seis as carreiras com os dias contados (10, 777, 790, 797, 203 e 205), em vez das 23 que o grupo de trabalho nomeado pelo Governo chegou a propor. Também o eléctrico 18 vai manter-se em funcionamento, mas o seu percurso será encurtado ao Largo do Calvário.


