Contestatários falam em "roubalheira"

Movimento contra os parcómetros acusa Câmara do Porto de "extorsão

09.02.2012 - 14:44 Por Patrícia Carvalho

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Estacionar na rua vai custar, no terceiro ano, 627 anuais a um morador Estacionar na rua vai custar, no terceiro ano, 627 anuais a um morador (Adriano Miranda)
O Movimento Dizemos Não aos Parcómetros do Porto, que já entregou ao município um abaixo-assinado com mais de 7500 assinaturas contra a privatização do estacionamento da cidade, diz que vai avançar com "uma campanha de esclarecimento da população" com o objectivo de "reclamar a interrupção imediata deste processo de extorsão" dos cidadãos. Em causa estão os valores propostos para os cartões de residente, revelados pelas alterações ao Código Regulamentar do município.

Segundo as tabelas anexas ao código - cujas alterações foram aprovadas, esta semana, em reunião do executivo, com o voto contra da CDU e a abstenção do PS -, os moradores da Zona de Intervenção Prioritária (ZIP) que queiram estacionar as suas viaturas nas zonas concessionadas terão de pagar, mensalmente, pelo cartão de residente, 16 euros, no primeiro ano, 33 euros a partir do segundo ano, e 41 euros, no 3.º ano da privatização.

Para os moradores fora dessa ZIP os preços são ainda mais elevados, designadamente, 33 (1.º ano), 41 (2.º ano) e 51 (3.º ano) euros mensais. A estes valores acrescem os 15 euros pela aquisição ou renovação do cartão de residente. Para o movimento estes valores constituem uma "roubalheira" que merecerá "firme oposição de moradores, comerciantes, empresários e de muitas forças vivas".

Segundo as contas do movimento, e que o vereador da CDU, Pedro Carvalho, já fizera, os cartões irão custar, no 3.º ano, 627 euros anuais aos cidadãos fora da ZIP e 507 euros aos que moram na zona que abarca parte do centro da cidade.

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