O ministro da Saúde, Correia de Campos, acusou hoje o presidente da Câmara Municipal de Chaves, João Baptista, de interromper as negociações sobre a requalificação da rede de serviços de urgência, ao convocar uma manifestação, considerando que será agora mais difícil a continuidade deste processo.
António Correia de Campos falava durante uma conferência de imprensa que foi marcada para esclarecer o processo de requalificação da rede de serviços de urgência.
Aquele processo motivou hoje uma manifestação que "perturbou a ordem pública e a livre circulação dos cidadãos" e "interrompeu as negociações que o Ministério da Saúde estava a desenvolver", afirmou Correia de Campos, citado pela Lusa.
Estava prevista reunião para primeira quinzena de Março
Para o ministro da Saúde, o presidente da Câmara Municipal de Chaves não tinha qualquer razão para convocar estes protestos, uma vez que estava prevista, para a primeira quinzena do próximo mês, uma reunião entre Correia de Campos e João Baptista.
Questionado sobre a viabilidade deste processo negocial, o ministro disse que o presidente da Câmara Municipal de Chaves está agora numa posição muito frágil, já que assumiu uma "postura consumada e não negocial" ao convocar os protestos.
A população dos seis concelhos do Alto Tâmega bloqueou hoje, durante duas horas, o trânsito na estrada que liga Chaves à fronteira com Espanha, em protesto contra a reestruturação das urgências prevista para a região.


