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Não há suspeitos nem testemunhas

Ministério Público chama a si investigação do caso Madeleine

12.05.2007 - 09:40 Por Idálio Revez, com Paula Torres de Carvalho

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A PJ não tem indícios que possam revelar o paradeiro da menor A PJ não tem indícios que possam revelar o paradeiro da menor (PÚBLICO)
Nove dias após o desaparecimento de Madeleine Beth McCann, a Polícia Judiciária (PJ) não recolheu qualquer indício que possa levar ao seu paradeiro. As buscas revelaram-se infrutíferas e não há suspeitos nem testemunhas.

O Ministério Público, através do procurador de círculo de Portimão, José Magalhães Menezes, chamou entretanto a si o processo de investigação do desaparecimento da criança inglesa. A investigação passa assim a ser dirigida por este magistrado, que está sob dependência directa do procurador distrital de Évora, Luís Verão. Contudo, a PJ continua a ter autonomia técnica para investigar.

O que aconteceu na noite em que Kate Healy deu pela falta da sua filha de três anos, que dormia no apartamento do complexo turístico onde passavam férias, no Algarve, permanece um mistério. Ninguém viu nem ouviu nada naquele local tranquilo e sem movimento.

Os investigadores têm, no entanto, pela frente uma longa e árdua tarefa: dezenas de informações provenientes das mais diversas fontes para analisar, alertas para responder, diligências para realizar, interrogatórios, telefonemas, análises, buscas. É preciso confirmar ou infirmar informações, explorar todas as hipóteses, não colocar de parte nenhuma possibilidade.

É o que os inspectores da PJ estão a fazer na Praia da Luz e em vários outros pontos do Algarve, de Portugal e de Inglaterra. Até hoje, e apesar disso, não há rasto nenhum de Madeleine, que faz hoje quatro anos. Todas as possibilidades continuam em aberto, uma semana passada sobre o seu desaparecimento.

Alguns inspectores sentem-se incomodados com a pressão que, através das notícias divulgadas na comunicação social, se faz sentir na investigação. O incómodo dos investigadores nota-se, aliás, durante as conferências de imprensa, sem a mínima tradição em casos deste tipo em Portugal, que se viram forçados a realizar. Contrariamente à prática da polícia britânica, a PJ parece preferir o silêncio e o segredo, confiando que nestes está a chave do sucesso da investigação.

Até o pedido do PÚBLICO para o fornecimento de dados sobre a composição e funcionamento do departamento vocacionado para a investigação das pessoas desaparecidas foi negado. "A PJ não considera oportuno. Assim, indefere-se o requerido", determina o despacho da direcção nacional da Judiciária, ontem recebido na redacção do jornal.

Em declarações ao PÚBLICO, o procurador-geral da República afirmou que não existe "nenhuma razão para apontar críticas à PJ". "Nenhuma polícia na Europa faria melhor", disse Pinto Monteiro.

Hóspedes interrogados

As investigações estão agora centradas nos cerca de 400 funcionários e hóspedes que deram entrada no Ocean"s Club nas últimas quatro semanas. Ontem, duas mulheres e um homem, todos britânicos e clientes do empreendimento, foram ouvidos durante nove horas nas instalações da PJ de Portimão. A polícia confrontou-os com várias imagens de pessoas captadas nos últimos dias por câmaras de videovigilância na região algarvia e justificou uma vez mais o longo interrogatório com a barreira linguística, a obrigação legal de usar intérpretes e a necessidade de ouvir as testemunhas em separado.

O mesmo aconteceu na véspera, quando os pais de Madeleine foram ouvidos pela PJ durante mais de 13 horas. Após essa diligência, os cães pisteiros da GNR voltaram ao Ocean"s Club para inspeccionar, sem êxito, os apartamentos contíguos ao de onde desapareceu a criança.

As operações de busca com os cães pisteiros da GNR foram suspensas à meia-noite de ontem e nas estradas já só ocasionalmente se vê a Brigada de Trânsito a fiscalizar o trânsito. No entanto, os repórteres não arredam pé da Praia da Luz. O retrato-robô do suspeito, elaborado pela PJ, não chegou a ser distribuído aos militares da GNR.

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Será que também admitem este tipo de desaparecimen...

Será que também admitem este tipo de desaparecimento como o início de novo tipo de terrorismo de ...

Anónimo

13.05.2007 15:56

X

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