• É possível convencer uma cidade a andar de bicicleta?
  • Kiev, a porta de entrada da Ucrânia
  • Restaurantes de topo com menus a 20 euros

Na primeira fase vão ser desmantelados 15 edifícios

Metro Mondego: demolição de imóveis expropriados arranca na Baixa de Coimbra

10.03.2005 - 18:12 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
A sociedade Metro Mondego integra o Estado, como accionista maioritário, a CP, a Refer e os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo A sociedade Metro Mondego integra o Estado, como accionista maioritário, a CP, a Refer e os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo (Nelson Garrido/PÚBLICO (arquivo))
A Metro Mondego (MM) inicia amanhã a intervenção na Baixa de Coimbra para a instalação do metro ligeiro de superfície (MLS), avançando numa primeira fase com a demolição de prédios já adquiridos pela empresa.

De acordo com uma fonte da MM, o processo de demolição vai realizar-se em três fases, a primeira das quais compreende o desmantelamento de 15 imóveis na rua de João Cabreira.

Em alguns desses edifícios, utilizados ao longo de séculos para habitação e comércio, entre o estacionamento subterrâneo do Bota-Abaixo e a rua Direita, a Metro Mondego tem há já várias semanas placas afixadas com a frase "O metro passa aqui".

Segundo a fonte da sociedade – que integra o Estado, como accionista maioritário, a CP, a Refer e os municípios de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo – são 31 os imóveis a derrubar para permitir a abertura do canal do MLS, mas nem todos estão já expropriados.

A MM dispõe de um "plafond" para pagar essas aquisições, mas o presidente do conselho de administração, José Mariz, numa conferência de imprensa realizada em Fevereiro, escusou-se a divulgar o montante, alegando que tal publicidade poderia prejudicar negociações em curso com proprietários e inquilinos, os quais são também indemnizados.

A administração da MM realiza amanhã, pelas 10h00, um encontro com os jornalistas junto à Loja do Cidadão, onde começarão as demolições, para prestar informações sobre o processo.

Na semana passada, a Câmara da Lousã anunciou ter entregue em tribunal uma providência cautelar para suspender o concurso público internacional do MLS.

Enquanto accionista da MM, aquele município recusa a exclusão do troço ferroviário Lousã-Serpins, do Ramal da Lousã, do projecto do eléctrico rápido, imposta pelo Governo de Santana Lopes em finais de Dezembro.

Estatísticas

  • 9 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1217854

Comentário + votado

X

Mais em Local (4 de 5 artigos)

Para contornar a situação, o Parque Natural estabeleceu com parceiros locais, em particular com a Câmara de Sintra, outros protocolos Parque Natural Sintra/Cascais não coloca sinalização de perigo nas arribas por falta de verba