Metro do Porto: Junta Metropolitana considera "discriminatório" relatório do Tribunal de Contas 
06.12.2006 - 23:08 Por Lusa
A Junta Metropolitana do Porto considera "injusto e profundamente discriminatório" o relatório do Tribunal de Contas (TC) à gestão da empresa Metro do Porto, divulgado na semana passada.
No relatório revelado a dia 27 de Novembro, o TC recomenda à Assembleia-Geral da Metro do Porto que reaprecie os vencimentos dos administradores não executivos, nomeadamente os cartões de crédito atribuídos para despesas de representação a Valentim Loureiro e Narciso Miranda.
O documento TC considerou "exagerados" os vencimentos que, acrescidos dos cartões de crédito da empresa, totalizariam 4494,75 euros mensais, e pediu esclarecimentos à administração da sociedade sobre "as razões que fundamentam" a atribuição destes benefícios.
Num comunicado lido pelo presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, após a reunião desta tarde, a Junta Metropolitana considera que "provocar tão grande estrondo com elementos de gestão que são francamente melhores que os do Metro de Lisboa – que nunca mereceu do TC semelhante tratamento público – é grave, injusto e profundamente discriminatório para uma região que se orgulha dum projecto público que, até hoje, não tem paralelo em Portugal em termos de eficácia e empatia popular".
O documento, aprovado por 13 dos 14 presidentes de câmara da área metropolitana (Luís Filipe Menezes, autarca de Gaia, não compareceu) estranha que "das matérias abordadas no relatório final do TC, a par de pertinentes questões de carácter técnico, apareçam ilações e críticas de apreciação claramente política".
Considera ainda que "não é justo, nem eticamente aceitável" dar a ideia de que os administradores recebem a totalidade dos valores apontados, já que, por força dos mesmos, estão obrigados a abdicar de metade do seu salário como autarcas, o que reduz a soma efectivamente auferida para 750 euros líquidos – "25 por cento do publicamente divulgado".
Os autarcas estranham também que, no caso dos cartões de crédito atribuídos aos dois administradores, o TC tenha divulgado apenas o respectivo "plafond" de 1200 euros mensais, quando "os montantes efectivamente gastos são de cerca de 120 euros mensais".
A Junta Metropolitana decidiu solicitar uma audiência ao presidente do TC, Guilherme d´Oliveira Martins, no sentido de lavrar o seu protesto pela "lamentável situação criada" através das conclusões daquele relatório.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.

