Sindicato entregou pré-aviso

Metro de Lisboa marca novas greves para fim deste mês e Novembro

16.10.2006 - 15:35 Por Lusa

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As quatro greves realizadas este ano no Metro de Lisboa custaram à empresa 400 mil euros As quatro greves realizadas este ano no Metro de Lisboa custaram à empresa 400 mil euros (Dulce Fernandes/PÚBLICO (arquivo))
Os funcionários do metro de Lisboa deverão voltar às greves nos dias 31 de Outubro, 7 e 9 de Novembro, de acordo com um pré-aviso entregue hoje.

O dirigente da Federação dos Transportes Rodoviários e Urbanos (Festru) Diamantino Lopes disse hoje que vai ser entregue um pré-aviso de greve para uma paralisação de cinco horas por cada dia.

Segundo o sindicalista, na sexta-feira passada teve lugar uma reunião na Secretaria de Estado dos Transportes que não registou qualquer avanço relativamente à pretensão dos trabalhadores de verem prolongado até 2011 o Acordo de Empresa (AE) em vigor, que termina no final de 2007.

Os representantes dos trabalhadores foram recebidos pelo chefe de gabinete da secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, que lhes garantiu que o conselho de gerência nunca tinha sido desautorizado pela tutela no que diz respeito a negociações com os sindicatos, referiu Diamantino Lopes.

O conselho de gerência do Metro terminou o seu mandato na sexta-feira, embora esteja em funções até uma nova administração tomar posse. Apesar de continuar em funções, o sindicato avança que numa reunião realizada no dia 10 aquele organismo comunicou que não tinha poderes para prosseguir negociações devido ao momento de transição.

Os sindicatos alegam que não estão dispostos "a aguardar eternamente" uma solução, depois de terem suspendido a luta em Setembro na esperança de negociações, pelo que decidiram enviar hoje um pré-aviso de greve.

Empresa diz que greves custaram 400 mil euros

As quatro greves realizadas este ano no Metro de Lisboa custaram à empresa 400 mil euros com o aluguer de autocarros para garantir o transporte alternativo, segundo dados do concelho gerência fornecidos a 28 de Setembro.

No centro das preocupações dos trabalhadores está o AE, em vigor há 30 anos e alvo de negociações ao longo dos anos.

Os sindicatos exigem a continuidade do acordo e receiam perder direitos conquistados e consagrados no AE. Em declarações anteriores, Diamantino Lopes citou como exemplo as compensações que os maquinistas acumularam por assumirem funções que eram asseguradas por carreiras entretanto extintas.

Assim, os maquinistas passaram a desempenhar as funções dos factores - encarregues do fecho e abertura das portas - e outros trabalhadores receberam formação para desempenhar funções de serralheiro ou electricista, acompanhada de mais dinheiro ou regalias sociais, como o apoio escolar.

Os trabalhadores temem que o fim do AE signifique o fim destas compensações.

Além disso, os sindicatos apontam o risco de "banalização e desqualificação" das carreiras do Metropolitano, caso passe a vigorar o regime de contratação individual.

Sem Acordo de Empresa e contratação colectiva, os sindicatos receiam que o Metropolitano recorra a "contratação de mão-de-obra precária e temporária", o que, acreditam, fará diminuir os níveis de exigência e segurança, explicou Diamantino Lopes.

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