O mercado do Livramento, em Setúbal, reabre neste sábado depois de uma decisão favorável da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).
A reabertura do espaço, onde na terça-feira morreram cinco operários soterrados debaixo de uma parede que ruiu, está condicionada “à existência de uma zona de segurança de dois metros” da zona onde ocorreu a derrocada.
Este condicionamento implicará a supressão de uma fila de bancadas de venda de peixe. Horas antes do anúncio da decisão da ACT, a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, havia comunicado, em conferência de imprensa, que o mercado do Livramento só deveria reabrir na quarta ou quinta-feira, depois de o LNEC ter rejeitado o projecto inicial de parede provisória, em metal, apresentado pela autarquia..
Segundo Maria das Dores Meira, a proposta está agora a ser alterada com base nas indicações do laboratório que sugeria “que o projecto deveria ser aligeirado, o que pressupõe que a parede estaria pesada”.
Maria das Dores Meira comentou ainda as declarações de Luís Marques Mendes, à TVI 24, que sugeriu que a autarca ou o vereador das obras deveriam apresentar a demissão na sequência do acidente que vitimou cinco operários, à semelhança daquilo que fez Jorge Coelho aquando da queda da Ponte Hintze Ribeiro, em Entre-os-Rios, dizendo que “como advogado, Marques Mendes sabe que não se podem comparar realidades incomparáveis. Jorge Coelho tinha um parecer do LNEC que indicava as fragilidades da ponte, enquanto nesta obra não havia nada que fizesse prever esta situação.”
Para fazer aos prejuízos dos comerciantes a câmara vai accionar o seguro da empresa construtora que os indemnizará pelos dias sem operar.
Notícia actualizada às 21h24


