As fronteiras portuguesas só foram fechadas mais de 12 horas após do alerta do desaparecimento da menina inglesa de três anos na Praia da Luz, em Lagos, revela hoje o "Diário de Notícias".
Segundo o DN, as fronteiras só começaram a ser controladas ao final da manhã de sexta-feira, altura em que foi distribuída pelos postos a fotografia da menina que já estava desaparecida desde as 21h30 de quinta-feira. "Isto aconteceu porque só nessa altura o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) teve conhecimento do caso - as autoridades policiais envolvidas desde o início foram apenas a GNR e a Polícia Judiciária", afirma o "Diário de Notícias".
Ou seja, o alerta acabou por ser dado apenas mais de 12 horas depois de se ter colocado a hipótese da pequena Madeleine McCann ter sido raptada do aldeamento turístico algarvio onde passava férias com os pais e os irmãos. "Nestas situações, e ainda por cima tratando-se de uma criança estrangeira, a regra é que o alerta ao SEF seja lançado de imediato", adianta.
Também a Ponte Internacional do Guadiana, que faz fronteira entre as regiões do Sul de Portugal e Espanha, terá estado sem qualquer controlo até às 15h00 de sábado, segundo o "Correio da Manhã". Na ponte "os carros passavam ontem [sábado] ao início da tarde em direcção ao país vizinho sem serem submetidos a qualquer tipo de fiscalização, apesar do alerta de vigilância reforçada lançado a todas as fronteiras depois do desaparecimento da pequena Madeleine", afirma.
Citando uma fonte do destacamento de Tavira, o "Correio da Manhã" diz que a ausência de vigilância permanente foi justificada com "falta de meios". Outra novidade deste caso avançada hoje pelos jornais de hoje é a de que o retrato-robô que a polícia tem do suspeito só mostra um homem de costas.
Segundo o diário "24 Horas", que afirma ainda que a investigação tem poucas pistas para encontrar a menina raptada no Algarve. Citando uma "fonte ligada à investigação", o jornal escreve: "'A pessoa foi vista por trás. Vê-se mais a nuca e o cabelo do que as feições' no retrato robô do homem que foi visto, sozinho, com uma criança loura, nessa mesma noite". O jornal avança que "este facto tem dificultado o progresso das investigações".


