O marido da jovem encontrada morta, sábado, numa lagoa no concelho de Mangualde ficou em prisão preventiva depois de ter sido ouvido, em primeiro interrogatório judicial, no tribunal local.
A informação foi adiantada aos jornalistas por um funcionário judicial, que se recusou a adiantar mais pormenores, alegando que a juíza saiu do tribunal sem deixar indicações.
No entanto, uma fonte judicial, não identificada pela Lusa, refere que apesar do suspeito ter optado pelo silêncio a prova recolhida “é sólida”, o que justificou a medida de coacção apresentada.
Esta manhã, a Polícia Judiciária procedeu a uma reconstituição junto à lagoa onde o corpo foi encontrado, admitindo-se que as perícias na zona continuem nos próximos dias.
O cadáver de Carla Silva foi encontrado a boiar, ao final da manhã no sábado, por um grupo de jovens que se tinham deslocado à lagoa para tomar banho. Segundo os bombeiros de Mangualde, o corpo da mulher de 30 anos apresentava sinais de ter sido baleado "várias vezes".
O funeral está marcado para as 18h00 de terça-feira, em Cubos, também no concelho de Mangualde, de onde a jovem era natural.
Paulo Silva, que na sexta-feira de manhã comunicou aos vizinhos que a mulher tinha desaparecido durante a noite, foi detido domingo, depois de ouvido pela PJ.
Entretanto, foram já ouvidos por esta polícia os vizinhos do casal, que disseram não se ter apercebido de qualquer barulho anormal na noite de quinta para sexta-feira.
O casal tinha uma filha de dois anos e meio que, segundo populares, está aos cuidados dos avós maternos, residentes em Cubos, a poucos quilómetros de Cunha Baixa.


