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População ameaça com novos protestos

Mais de cinco mil pessoas manifestaram-se em Arcos de Valdevez contra fecho das urgências

28.02.2007 - 14:14 Por Lusa

Mais de cinco mil pessoas manifestaram-se hoje em Arcos de Valdevez contra o encerramento do serviço de urgências do concelho. Segundo a organização do protesto, a população não irá desistir até que o ministro da Saúde recue nessa intenção.
A população de Arcos de Valdevez pode ter que passar a dirigir-se ao Centro de Saúde de Ponte de Lima A população de Arcos de Valdevez pode ter que passar a dirigir-se ao Centro de Saúde de Ponte de Lima (Nelson Garrido/PÚBLICO)

Segundo Rui Aguiam, um dos promotores da manifestação, os números da adesão podem ser aferidos pelas três mil "t-shirts" pretas com a palavra "não" gravada, que foram distribuídas pelos presentes e que rapidamente se esgotaram, "não tendo chegado, nem de longe nem de perto, para as encomendas".

No local foram ainda distribuídos panfletos com fotografias comparativas das condições do Centro de Saúde de Arcos de Valdevez e do Centro de Saúde de Ponte de Lima, para onde serão transferidos os doentes daquele concelho no caso de as urgências locais fecharem.

"Querem fechar as urgências num centro de saúde que tem todas as condições e mandarem-nos para um contentor", insurgiu-se Olegário Gonçalves, outro dos organizadores do protesto.

A manifestação contou também com a adesão dos habitantes de Ponte da Barca, que actualmente se socorrem nas urgências de Arcos de Valdevez.

O presidente da autarquia local, Francisco Araújo (PSD), associou-se à manifestação, considerando "inadmissível" o fecho das urgências do concelho, que deixaria os habitantes de algumas freguesias "a mais de uma hora" de um primeiro atendimento. "A nossa luta só acabará quando o ministro desistir", garantiu o autarca, enquanto eram proferidas pelos manifestantes frases como "Que Deus nos ajude a correr com o ministro da Saúde" e se podiam ler em faixas frases como "Pela tua saúde, diz não ao encerramento" e "Não queremos morrer na estrada".

No local da manifestação funcionou um posto de recolha de assinaturas, num abaixo-assinado que será enviado ao ministro da Saúde, ao primeiro-ministro e ao Presidente da República, exigindo a manutenção das urgências em Arcos de Valdevez.

A Comissão Técnica de Apoio ao Processo de Requalificação das Urgências apresentou recentemente uma proposta que, no caso do Alto Minho, aponta para um serviço de urgência médico-cirúrgico no Hospital de Viana do Castelo e dois serviços de urgência básica, um em Ponte de Lima e outro em Monção.

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