Madeira: julgamento de pescador que sequestrou a filha adiado pela segunda vez

16.06.2005 - 12:03 Por Lusa
O julgamento do pescador madeirense que sequestrou a sua filha de dois anos de idade e que se recusa a revelar o paradeiro da criança foi hoje adiado, pela segunda vez, para 23 de Junho, devido a "uma alteração substancial dos factos" requerida pela acusação.
No origem do adiamento esteve um requerimento apresentado pelo Ministério Público a pedir a alteração de um dos três crimes (sequestro, subtracção de menor e coacção) de que o arguido Luís Encarnação estava acusado, substituindo o último pelo de "maus tratos a cônjuge".
A defesa pediu prazo para se pronunciar - o que, de acordo com a lei, não pode ser superior a dez dias - e aceitou apresentar a sua posição dentro de sete dias.
Os factos relativos a este processo, em julgamento no tribunal de Vara Mista do Funchal, conhecido como "caso Sofia", reportam-se a Fevereiro de 2004, quando o pescador, de 32 anos, na sequência de uma conturbada separação da companheira, levou a filha de dois anos da casa de familiares maternos e fez desaparecer a criança, não revelando até hoje o seu paradeiro, sustentando apenas que ela "está viva e bem".
Este julgamento será efectuado com um júri constituído por quatro mulheres e tem arroladas 15 testemunhas comuns à defesa e acusação.
O colectivo de juízes é presidido por Celina Nóbrega, coadjuvada por Jaime Pestana e Filipe Sousa.

