A EDP assegurou hoje que a luz foi reposta a todos os clientes da região Oeste que estavam privados de energia desde a madrugada de quarta-feira devido ao mau tempo, mas declinou responsabilidades.
A empresa pública distribuidora de electricidade anunciou, em conferência de imprensa, em Lisboa, que o abastecimento, cortado na madrugada de quarta-feira, foi totalmente reposto às 17h00 de hoje.
Contudo, avarias pontuais registadas hoje na rede continuam a privar 280 clientes da região Oeste (sobretudo em Leiria) de electricidade, adiantou a empresa, que prometeu restabelecer o serviço ao longo da noite.
A EDP declinou responsabilidades sobre os cortes de energia, invocando condições climáticas adversas “excepcionais”.
A empresa apenas assumirá os custos dos prejuízos dos clientes, ainda não calculados, que possam ser associados a falhas ocorridas na reparação de avarias.
“Não há nada no mundo que suporte ventos superiores a 200 quilómetros por hora”, assinalou o administrador da EDP Distribuição, Ângelo Sarmento, insistindo que as falhas de energia na região Oeste foram causadas por condições climáticas “fortemente adversas e extraordinárias”.
“A rede de distribuição não está dimensionada para situações excepcionais”, defendeu, apontando as “dificuldades” que os técnicos tiveram na reparação da rede de distribuição devido à chuva intensa e aos maus acessos.
Respondendo às críticas de demora na reposição da energia, Ângelo Sarmento sustentou que a empresa “foi ágil, bastante rápida face à dimensão do problema e mobilizou todos os meios disponíveis”.
O responsável garantiu ainda que o plano de emergência da EDP Distribuição “foi accionado” em coordenação com a Protecção Civil e que funcionou “conforme o esperado”, advogando que a empresa “tem capacidade para responder a uma catástrofe maior”.
No domingo, a Associação Portuguesa de Técnicos de Segurança e Protecção Civil criticou a actuação da EDP, declarando que a empresa devia ter meios de resposta mais rápidos e de maior qualidade.
Segundo a EDP, o mau tempo causou prejuízos à empresa de mais de dois milhões de euros, incluindo estragos em 40 por cento das linhas de média tensão.


