Os 21 radares de controlo de velocidade da Câmara de Lisboa começam hoje a funcionar em pleno, com aplicação de multas, depois de terem sido reactivados na semana passada.
O funcionamento dos radares estava dependente de uma autorização da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), que deu o aval no passado dia 6.
Segundo a presidente da Comissão Administrativa da Câmara de Lisboa e vereadora da Mobilidade no anterior executivo, Marina Ferreira (PSD), o número de vítimas mortais em acidentes de viação na cidade baixou de 49, em 2005, para 22, no ano passado.
"Este sistema, do ponto de vista experimental, mostra já uma redução da sinistralidade. Estamos convictos que estes números serão ainda mais significativos quando estiver a funcionar em termos sancionatórios", afirmou a autarca a semana passada.
Durante o período de funcionamento experimental, desde Janeiro, os radares dispararam quase meio milhão de vezes (455.266) por excesso de velocidade dos condutores desde Janeiro, segundo dados da Câmara Municipal.
Os radares estão colocados na Segunda Circular, nas avenidas das Descobertas, da Índia, Cidade do Porto, Brasília, de Ceuta, Infante D. Henrique, Estados Unidos da América, Marechal Gomes da Costa e Gago Coutinho e nos túneis do Campo Grande, do Marquês de Pombal, e da Avenida João XXI, bem como na Radial de Benfica.
Os critérios que estiveram na base da escolha destas 14 vias foram o elevado índice de sinistralidade, a inexistência de semáforos e serem saídas de túneis.
Trinta por cento do valor das coimas cobradas por excesso de velocidade será entregue à Câmara de Lisboa, que suporta a Polícia Municipal, os seus recursos humanos e equipamento, 40 por cento reverte para o Estado, 20 por cento para a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) e 10 por cento para o Governo Civil.


