Lisboa: plano de urbanização da Avenida da Liberdade em exposição no Parque Mayer

27.09.2006 - 15:30 Por Lusa
O plano de urbanização da Avenida da Liberdade e zona envolvente, aprovado pela câmara de Lisboa no dia 1 de Março, vai estar em exposição no Teatro Variedades, no Parque Mayer, entre amanhã e 21 de Outubro, para informar os lisboetas dos projectos incluídos no documento, em preparação há 16 anos.
O objectivo do plano, elaborado pelo arquitecto Fernandes de Sá, é regulamentar a intervenção arquitectónica e urbanística, requalificar e criar espaços públicos, definir novos percursos pedonais e potenciar as zonas verdes, adianta em comunicado a câmara de Lisboa, promotora da iniciativa em conjunto com a Junta de Freguesia de S. José.
O plano visa ainda regulamentar o trânsito automóvel, localizar novos equipamentos e actividades estruturantes, fixar a população residente e manter a função predominantemente habitacional.
A exposição pretende envolver todas as pessoas que se interessem pela Avenida da Liberdade e zona envolvente, "de forma a gerar um amplo debate em torno de um assunto fundamental para qualidade de vida na cidade de Lisboa".
Na sequência desta exposição, estão também programadas três semanas temáticas, em que se abordarão os temas "A Cultura, Turismo e Comércio na Avenida (1 a 8 de Outubro)", "Acção Social e Educação na Avenida (9 a 15 de Outubro)" e "Mobilidade, ambiente e Reabilitação Urbana na Avenida (16 a 21 de Outubro)".
O processo de elaboração do plano teve início em 1991 e foi retomado em 2003 com o objectivo de actualizar a informação constante nos documentos elaborados em 1995 e que deram origem ao plano de urbanização da Avenida de Liberdade e zona envolvente.
O plano foi aprovado pela Câmara de Lisboa a 1 de Março, com os votos favoráveis da coligação PSD-CDS/PP e da CDU.
Alguns dos projectos previstos no plano, apresentado na altura pelo arquitecto Manuel Fernandes de Sá, incluem a construção de três parques subterrâneos na Avenida de Liberdade, totalizando 720 lugares, o corte do trânsito nas faixas laterais desta avenida e, possivelmente, da Rua de São José.
Segundo Fernandes de Sá, os objectivos do plano, orçado em 60 milhões de euros, passam pela revitalização do espaço público, "que deve ser entendido de forma sistémica e integrada", a fixação da população residente e a criação de condições para a instalação do terciário e de mais estacionamento.
Desde 1991, a população abrangida no plano diminuiu mais de 13 por cento, situando-se nos cerca de 7500 habitantes, com uma média de 1,93 pessoas por fogo, cuja dimensão média é de 112 metros quadrados.
O arquitecto classificou como preocupante a quantidade de prédios devolutos, na ordem dos 3300 metros quadrados, afirmando que desde o início da década de 1990 "houve uma degradação geral dos edifícios, fundamentalmente nas encostas".

