Lisboa: PCP afirma que coligação PSD/CDS-PP serve para esconder fragilidades

04.02.2009 - 13:14 Por Lusa
O dirigente do PCP Carlos Chaparro considerou hoje que a decisão do CDS-PP de iniciar conversações com o PSD para uma coligação nas autárquicas em Lisboa não surpreende e serve para esconder as fragilidades dos democratas-cristãos.
"O CDS está numa situação de grande fragilidade em Lisboa, não tem nenhum vereador eleito e junta-se ao PSD para esconder essa fragilidade e poder eleger vereadores por essa via", disse Carlos Chaparro.
O dirigente do PCP para as questões de Lisboa reagia assim à decisão da Assembleia concelhia do CDS-PP/Lisboa, que hoje de madrugada aprovou, por 73 por cento dos votos, o início de conversações com o PSD para formalizar uma coligação nas eleições autárquicas na capital. "Não é nada que nos surpreenda. O que é surpreendente é que a direita (...) se junte em torno de um candidato que é Pedro Santana Lopes, que tantos malefícios fez à cidade de Lisboa no seu mandato", afirmou.
Carlos Chaparro considerou ainda que quem trabalha e vive em Lisboa "ainda está hoje a pagar tudo o que foram as tropelias realizadas durante a gestão de Santana Lopes, o que revela alguma falta de vergonha e de respeito em avançar com a candidatura".
"Confiamos que os lisboetas ainda se lembram que foi com Santana Lopes que todas as trapalhadas de política de direita conduziram à situação que hoje estamos a trabalhar para resolver", afirmou, apontando os casos do Parque Mayer, Feira Popular, as condições financeiras da autarquia e o "descalabro nas empresas municipais".
"Vamos apresentar as nossas próprias propostas (...), pondo em causa a política que desde 2001 tem vindo a ser seguida em Lisboa, primeiro por Santana Lopes e depois por Carmona Rodrigues, e que nalguns traços continua com a maioria socialista, aliada a Sá Fernandes e nalguns casos à vereadora Helena Roseta".

