Lisboa: acordo entre PS e PSD para empréstimo de 400 milhões de euros

04.12.2007 - 18:45 Por PÚBLICO, com Lusa
O PS e o PSD chegaram esta tarde a acordo para um pedido de empréstimo de 400 milhões de euros à banca destinados ao pagamento das dívidas da Câmara Municipal de Lisboa, pondo fim a um impasse que se arrastava há semanas.
A solução de compromisso – que prevê a separação do montante em duas tranches de 360 e 40 milhões de euros – foi avançada por Domingos Pires (PSD), presidente da junta de freguesia de Benfica, durante a reunião da Assembleia Municipal, onde estava a ser discutido o empréstimo de 500 milhões proposto pelo presidente da autarquia, António Costa.
O PSD, em maioria na assembleia, prometia chumbar a proposta, defendendo um plano alternativo de financiamento que passava por um empréstimo imediato de apenas 143 milhões de euros associado à constituição de um fundo de reestruturação de 375 milhões.
Apesar da orientação de voto dada pela direcção nacional do PSD, os socialistas acreditavam na dissidência de alguns deputados municipais sociais-democratas. Mas a meio da tarde tornou-se claro que isso não iria acontecer, forçando o executivo do PS a aceitar uma solução de compromisso.
Após a intervenção do deputado social-democrata, António Costa questionou se esta seria a posição oficial do PSD, revelando que se assim fosse pediria a suspensão da Assembleia Municipal para convocar de imediato uma reunião do executivo camarário (ali presente) para discutir a proposta, assumindo que aceitaria a solução de compromisso. "Temos condições para chegar hoje a acordo".
Os trabalhos foram interrompidos a pedido do vice-presidente da bancada do PSD, Jorge Penedo, para discussão entre os elementos da bancada, tendo dez minutos depois todos concordado em avançar com a proposta de 400 milhões de euros.
A reunião encontra-se agora suspensa para realização reunião extraordinária do executivo camarário, onde deverá ser aprovado o novo montante de empréstimo.
A solução hoje avançada pelo presidente da Junta de Benfica tinha sido avançada pelo líder da bancada social-democrata, Saldanha Serra, mas que nunca foi formalmente proposta nem discutida.

