Jardins do Palácio de Queluz reabrem a 15 de Maio, após obras de recuperação 
09.05.2009 - 13:30 Por Lusa
Os jardins históricos do Palácio Nacional de Queluz vão reabrir ao público dia 15 de Maio depois de um extenso programa de recuperação.
De acordo com Isabel Cordeiro, a recuperação dos jardins históricos, encerrados quase na sua totalidade há dois anos, "envolveu extensas operações de conservação e manutenção do coberto vegetal e recuperação de caminhos e circuitos de visita" em redor do monumento.
Segundo a directora, a recuperação envolveu um extenso programa de conservação e restauro que contou com apoios públicos e mecenáticos, incluindo um financiamento do World Monuments Fund para a colecção de escultura, os lagos e fontes, bem como a recuperação do leito do Canal dos Azulejos.
Isabel Cordeiro realçou que a reinstalação de uma escultura em chumbo da autoria de John Cheere (1709-1787) constitui "um dos pontos máximos" da reabertura dos jardins.
Na sua opinião, as obras vão permitir "a redescoberta de peças de excepcional qualidade plástica e relevância patrimonial que desde há muito não se encontravam expostas".
A recuperação e reabertura ao público dos jardins do Palácio Nacional de Queluz, um conjunto histórico de 15 hectares de características únicas no país, foi apresentada como a primeira prioridade da nova directora do monumento quando tomou posse, em Setembro do ano passado.
Isabel Cordeiro salientou que o projecto global delineado para o monumento visa "promover a salvaguarda, reabilitação, divulgação e plena fruição do património cultural do conjunto" composto por edifício, colecções e jardins históricos.
Mandado construir em 1747 pelo infante D. Pedro, que viria a ser coroado D. Pedro III, o Palácio Nacional de Queluz foi a residência de Verão favorita da família real até 1794, altura em que passou a residência permanente.
Propriedade do Estado desde 1908, funcionou como Museu de Artes Decorativas - o acervo do palácio é composto por uma valiosa colecção de mobiliário português, tapetes de Arraiolos, retratos reais, porcelana chinesa e europeia e ourivesaria - e desde 1957 passou a ser também residência oficial de Chefes de Estado estrangeiros em visita oficial a Portugal. Dos 15 hectares compostos por jardins, bosquetes e pomares, o público podia apenas visitar o Jardim Pênsil e o Jardim de Malta, junto ao edifício principal.
A reabertura ao público será antecedida por uma cerimónia com a presença de mecenas, entidades públicas e outros convidados, prevista para dia 14 de Maio, pelas 16h00, no Palácio de Queluz.
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