O líder do PSD-Madeira afirmou esta noite que o "interesse nacional exige bom senso, calma, isenção, responsabilidade tanto dos órgãos de Estado como de governo próprio da região". Alberto João Jardim falava após alcançar a nona vitória consecutiva nas eleições legislativas madeirenses.
Jardim declarou também que "uma democracia civilizada aceita a vontade de um povo", acrescentando que "tudo o que se passou está ultrapassado". "Deixem a Madeira e o seu povo trabalhar", apelou.
"Portugal não pode continuar doente com a permissividade em males sociais graves como a droga. Doente com absurdos a que chamam causas fracturantes, mas que mais não são do que decadência, inversão de valores, ausência de cultura, tragédias familiares e aumento da criminalidade", disse Jardim.
"Recuso que a Madeira esteja sujeita a uma inflação legislativa nacional incompetente, a qual obstrui sistematicamente o investimento, alarga a praga burocrática, asfixia a economia e provoca o desemprego", referiu igualmente o líder regional social-democrata.
"Recuso a montagem de um Estado policial em Portugal"
"Recuso a montagem de um Estado policial em Portugal destinado também a perseguir quem não alinha pelo pensamento único subtilmente institucionalizado", acrescentou.
Alberto João Jardim disse ainda recusar "um aparelho de justiça ideologicamente penetrado, mediaticamente exibicionista e que invada áreas dos restantes poderes de Estado".
O líder madeirense sustentou apoiar "todas as movimentações populares democráticas que visem mudanças de fundo em Portugal".
"Defendo o princípio da unidade diferenciada"
"Defendo o princípio da unidade diferenciada, em que a Madeira, no quadro da unidade nacional, tem direito ao seu sistema de desenvolvimento próprio e diferente, ficando para o Estado apenas as competências que consubstanciam a essência, e só esta, da mesma unidade nacional", frisou ainda Jardim.
Num alerta para o interior do partido na região, Jardim afirmou: "Ninguém é eterno na política. Hoje na Madeira fechou-se um tempo político-eleitoral. Os autonomistas madeirenses, e sobretudo os sociais-democratas têm agora de reflectir. 2011 é já amanhã. Não se tolera erros que comprometam o futuro da Madeira".
"Celebremos a festa da vitória. Amanhã toca a trabalhar", concluiu o presidente do PSD-Madeira.


