O presidente do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, afirmou que a tragédia ocorrida durante o comício do PSD madeirense, na noite passada, no Porto Santo “não deve ser aproveitada para fazer demagogia e exigir um grande hospital” naquela ilha.
Jardim falava a propósito da queda de uma palmeira no início da concentração de Verão social-democrata madeirense que marca a “rentrée” política, que provocou a morte a uma madeirense de 61 anos e outros dois feridos com gravidade que foram transferidos para o hospital do Funchal, onde estão internados com prognóstico muito reservado.
“Infelizmente faleceu uma pessoa”, disse o líder regional, acrescentando que já esteve em contacto com o secretário regional dos Assuntos Sociais de quem recebeu a informação que os dois acidentados “estão gravemente feridos e a situação é muito crítica em relação a um deles”, acrescentou. “Tenho que lamentar tudo o que sucedeu, agora já é muita coisa ao mesmo tempo, tudo isto é muito estranho, cair uma palmeira no meio de um comício”, sublinhou.
Jardim considerou ser “grave” existirem pessoas a fazer “aproveitamentos” desta situação. “O que sucedeu é grave, perdeu-se uma vida humana, mas os serviços médicos do Porto Santo, que constituem um hospital de segunda linha funcionaram muito bem e era bom que não se aproveitasse isto para demagogia, para vir exigir logo um grande hospital para 5500 pessoas”, sublinhou.
“Haja respeito por quem morreu e não se ande aqui a fazer demagogia e estou a referir-me aos habituais órgãos de comunicação social”, referiu.
O responsável madeirense adiantou ter solicitado uma peritagem ao ocorrido, tendo ficado o presidente do município do Porto Santo responsável de mandar proceder à avaliação. “Aliás tem que haver uma investigação porque houve uma pessoa que morreu”, destacou.
Jardim realçou ainda: “não vamos andar num jogo, cai uma palmeira, à procura de arranjar culpados a boa maneira portuguesa, nem eu vou explorar mais a tragédia e andar a fazer disto assunto para uma semana ou um mês”.
Argumentou que esta é “uma má notícia para toda a gente, mas o Porto Santo não tem nada a ver com o facto de cair uma palmeira, pois todos os dias caem milhões de palmeiras em todo o mundo”.
“Houve um azar, foi num comício, não se sabe como ela caiu. Tem sido uma sucessão de várias tragédias este ano na Madeira e a certa altura, eu não acredito em bruxas, mas o que se tem passado em 2010 na região, é uma sucessão de factos desgraçados, oxalá que o ano passe depressa”, concluiu.


