Inspector do SEF diz que é "impossível" evitar totalmente uma fuga do país

06.05.2007 - 12:19 Por Lusa
Uma eventual fuga do país é "impossível" de evitar, nomeadamente porque há rios fronteiriços que se atravessam facilmente de barco, afirmou hoje à Lusa um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
A mesma fonte sublinhou, contudo, não ter havido qualquer abrandamento na vigilância e garante que continuam as operações stop para tentar detectar o raptor da menina inglesa de três anos que quinta-feira à noite desapareceu de um complexo turístico na Praia da Luz, em Lagos.
Segundo o inspector é "impossível" fechar todas as hipóteses de fuga do país, nomeadamente devido à existência de rios fronteiriços. "Basta pegar num barco e atravessar o rio, em Alcoutim ou no Pomarão [povoações do nordeste algarvio], para entrar livremente em Espanha", disse.
Recordando que Portugal tem 900 quilómetros de linha divisória entre os dois países o inspector do SEF observou que tecnicamente "não se pode considerar que existe fronteira". "Para se fechar a fronteira seria necessário pedir autorização a todos os países que subscreveram o acordo de Shengen, à semelhança do que aconteceu no Euro 2004", explicou.
No entanto, garantiu que a zona da ponte do Guadiana, principal saída do Algarve para Espanha, tem sido alvo de sucessivas operações stop. Esta fiscalização está a ser efectuada na antiga praça da fronteira antes da Ponte Internacional do Guadiana por agentes da brigada territorial da GNR, com o apoio de retaguarda do SEF.
O inspector reagia assim a informações avançadas pela comunicação social segundo as quais na Ponte Internacional do Guadiana os carros têm passado livremente em direcção ao país vizinho sem qualquer tipo de fiscalização.

